
O Governo do Brasil anunciou, nesta quinta-feira (9/4), um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da saúde e da qualidade de vida nos territórios indígenas, com destaque para a criação do Programa Nacional de Saneamento Indígena. A iniciativa prevê investimento de R$ 187 milhões em 2026, destinados à ampliação do acesso à água potável, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos em comunidades de todo o país.
O lançamento ocorreu durante encontro com lideranças indígenas e contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a proposta como um marco na formulação de políticas públicas mais sensíveis às realidades locais. Segundo ele, o programa busca promover soluções adaptadas a cada território, com foco em escuta ativa, tecnologia adequada e execução eficiente.
A titular da Secretaria de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, reforçou que o saneamento básico é uma das principais demandas históricas das populações indígenas e que o novo programa nasce a partir do diálogo direto com as comunidades.
Além do PNSI, o Ministério da Saúde anunciou a realização de mutirões de atendimento especializado, com previsão de cerca de 12 mil procedimentos em áreas como clínica médica, pediatria, ginecologia, oftalmologia e dermatologia. As ações serão realizadas em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS e devem alcançar aproximadamente 650 aldeias em regiões de difícil acesso.
Outra frente importante é o uso das chamadas Carretas de Saúde, que irão ampliar o acesso a serviços especializados durante o período do Abril Indígena. As unidades móveis oferecerão atendimentos voltados à saúde da mulher, incluindo exames e diagnóstico precoce de câncer, em municípios de diferentes regiões do país.
O governo também autorizou a construção de 22 novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), com investimento de R$ 20,7 milhões por meio do Novo PAC. A meta é ampliar a rede de atendimento e beneficiar milhares de indígenas, com previsão de entrega de mais de 100 unidades até 2027.
As medidas fazem parte do maior plano de investimentos já realizado na saúde indígena no Brasil, segundo o ministro. Nos últimos anos, houve avanços significativos, como o aumento no número de médicos, a expansão da infraestrutura de atendimento e a ampliação do acesso à água potável em centenas de aldeias.
O pacote também inclui iniciativas voltadas à geração de emprego e qualificação profissional, com vagas destinadas exclusivamente a indígenas por meio de programas como o Primeiro Emprego Indígena e o Jovem Aprendiz.
Com essas ações, o governo busca fortalecer a assistência nos territórios, ampliar o acesso a serviços essenciais e garantir melhores condições de saúde e dignidade para os povos indígenas em todo o país.




