
Presidente do CSC-AM atropela normas de segurança na saúde com compras bilionárias de fios de sutura sem laudo de qualidade
O presidente do Centro de Serviços Compartilhados do Amazonas (CSC-AM), Walter Siqueira Brito, atropelou normas de segurança ao suprimir ilegalmente exigências técnicas para a compra de fios de sutura no Pregão Eletrônico nº 127/2025 destinados às unidades de saúde do Amazonas.
Compra bilionárias
O órgão foi criado no início da gestão do governador Wilson Lima para substituir a Comissão Geral de Licitação (CGL) e, é o braço estratégico responsável por centralizar todas as licitações e compras bilionárias do Governo do Amazonas para toda a administração.
A manobra do presidente do CSC permitiu que materiais hospitalares sem qualquer comprovação de qualidade fossem adquiridos pelo Estado, expondo pacientes a riscos severos de infecções e complicações pós-operatórias.
Por ser uma unidade diretamente subordinada ao comando do Executivo, as falhas de fiscalização no órgão têm impacto imediato na qualidade do serviço prestado à população, especialmente nos hospitais.
Diante da gravidade dos fatos, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) reagiu com rigor e aplicou uma multa de R$ 22.771,43 ao gestor.
Por meio do Acórdão nº 549/2026, a Corte de Contas anulou os efeitos de ofícios-circulares emitidos por Brito que, de forma deliberada e sem transparência, “flexibilizaram” o edital para beneficiar licitantes sem qualificação técnica.
Alerta vermelho
A decisão unânime do Tribunal Pleno não apenas pune a infração administrativa, mas aciona um alerta vermelho ao encaminhar o caso para investigação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Este cenário de negligência com insumos vitais é o retrato da herança deixada pela gestão de Wilson Lima (União Brasil), hoje pré-candidato ao Senado, no sistema de saúde.
Histórico de prisões
O grupo político de Lima, que conta com figuras como Marcellus Campelo, ex-secretário de Saúde preso na Operação Sangria e atual pré-candidato a deputado estadual pela Federação Progressistas (União Brasil e PP), demonstra um padrão de gestão temerária que prioriza articulações eleitorais em detrimento da segurança dos cidadãos.
Enquanto os aliados se movimentam para o pleito de 2026, o TCE-AM tenta estancar as irregularidades que ameaçam a integridade de quem depende do sistema público de saúde.
Representação e medidas cautelares






