
TCE-AM aponta rastro de desorganização, falta de informação e processos de licitações viciados deixados por Wilson Lima em colégios militares
O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) aprovou um relatório de auditoria que expõe o rastro de desorganização deixado pela gestão do ex-governador Wilson Lima (União Brasil) no sistema educacional do Amazonas.
O Acórdão nº 543/2026 revela que oito unidades dos Colégios Militares da Polícia Militar (do CMPM II ao IX) operam sem a devida criação formal por decreto, além de apresentarem critérios obscuros na seleção de novos alunos.
O tribunal agora exige transparência imediata na divulgação de vagas, especialmente para o público civil, visando garantir a isonomia no acesso ao ensino público gerido pela PMAM.
Ausência de editais
A decisão unânime da Corte de Contas, proferida no processo nº 13155/2024, destaca a urgência de formalizar as atribuições entre a Polícia Militar, a Seduc e a Semed.
O relatório de auditoria aponta que a falta de editais claros e a ausência de publicidade sobre a divisão de vagas entre dependentes de militares e civis, incluindo cotas para pessoas com deficiência e alunos em vulnerabilidade socioeconômica, são reflexos diretos de uma gestão que negligenciou pilares básicos da administração pública.
O TCE determinou que a PMAM concentre em seu portal oficial todos os regimentos e resultados das seleções, acabando com o “vácuo” de informações que prejudica a sociedade.
Falhas nos Colégios Militares
A exposição das falhas nos colégios militares agrava o desgaste de Wilson Lima, que é pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano. O ex-governador, que já é réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ), vê seu grupo político sofrer sucessivos reveses nos órgãos de controle.
O cenário de irregularidades na educação se soma a casos como o de Marcellus Campelo, ex-secretário de Saúde preso na Operação Sangria e atual pré-candidato a deputado estadual pela Federação Progressistas (União Brasil e PP).
Diante da gravidade da situação, o tribunal encaminhou os autos ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) para que sejam tomadas as providências cabíveis contra o descaso com o patrimônio educacional do estado.






