Hollywood prefere as latinas com perfil sexy


Elas não são só bonitas, são sensuais e deixam todos fascinados com seus atributos.
Elas não são só bonitas, são sensuais e deixam todos fascinados com seus atributos.

A poderosa indústria cinematográfica de Hollywood prefere as latinas com pouca roupa e perfil sexy, segundo mostrou uma pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia (USC).
Nas cem maiores bilheteiras de 2013, 37,5% das atrizes latinas que apareceram nestes longas-metragens estavam parcial ou completamente nuas, uma porcentagem que, de acordo com membros da indústria, não constitui um bom dado para as atrizes latinas.
‘Isto, sem dúvida, é mais uma amostra do arcaico estereótipo que Hollywood tem da mulher latina’, disse à agência Efe Marlene Roque, produtora de cinema e membro do Latino Film Institute.
A produtora afirmou que no interior de Meca do cinema a mulher latina é sinônimo de ‘hot’, de objeto sexual, ‘quando decidem tirá-las do papel de garçonetes ou faxineiras’.

Rihanna
A presença da mulher latina não foi muito representativa nas produções de Hollywood, apontou o estudo apresentado na semana passada pela universidade californiana. Entre os filmes analisados pela USC que tinham no elenco atores hispânicos ou brasileiros, pouco mais de um terço eram mulheres.
No caso dos atores ocorre algo parecido. Entre as produções mais assistidas do ano passado, apenas 4,9% dos artistas era latino, uma estatística que os põe entre os grupos menos representados, ainda mais se for levado em conta que os hispânicos representam 17% da população dos Estados Unidos.
E se elas são colocadas em papéis de empregadas domésticas ou nos quais mostrar o corpo constitui uma ‘exigência do roteiro’, eles costumam estarem destinados a ser jardineiros, bandidos e, na melhor das hipóteses, ‘bons maus’, como policiais corruptos ou amigos traidores.
‘Temos talento e temos atores excelentes, mas o fato de ser ‘latino’ automaticamente os limita para os papéis estelares’, opinou Carlos Orozco, especialista em casting de atores hispânicos e agente em Los Angeles.
Estes dados encontram um reverso irônico quando se descobre que, embora sejam os menos representados, os hispânicos nos Estados Unidos estão entre os que mais frequentam as salas de cinema, como mostrou uma pesquisa da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que revelou que 25% das entradas adquiridas ano passado foi comprada por latinos.
Uma pesquisa realizada pela empresa C4 para a publicação especializada ‘The Wrap’ indicou que as mulheres latinas com mais de 25 anos lideraram a lista de espectadores que foram ver os blockbusters do cinema americano, como ‘Capitão América: o Soldado Invernal’, ‘O Espetacular Homem-Aranha 2’ e ‘Godzilla’.
Apesar disso, parece que os atores hispânicos ainda precisarão brigar para atrair Hollywood e continuar na estrada aberta por artistas pioneiros como Anthony Quinn, nome artístico de Antonio Rodolfo Quinn Oaxaca, e Edward James Olmos, o tenente Castillo da série ‘Miami Vice’.
Alguns como Andy García e John Leguizano ultrapassaram a barreira dos estereótipos e se consolidaram em uma indústria pouco afeita a romper padrões ou a estender a mão para atores estrangeiros, como fez com os espanhóis Javier Bardem e Penélope Cruz.
No entanto, alguns veem sinais de mudança no reconhecimento que jovens atores latinos estão alcançando, como é o caso de América Ferrera, filha de pais hondurenhos, e dos brasileiros Rodrigo Santoro e Alice Braga.

(EFE – Brasil)

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