Hora de discutir os caminhos da gestão da água (Por George Dantas)

Articulista George Dantas(AM)

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Articulista George Dantas(AM)

A crise hídrica que assola São Paulo acabou por despertar uma grande discussão nacional acerca da gestão dos recursos hídricos no Brasil.

Sistema Manaus Ambiental
Sistema Manaus Ambiental

O fato é que o principal sistema de captação de agua que abastece a população paulista vinha do sistema Cantareira que secou por completo e expôs a ferida da falta d´agua que passou a atingir a todos sem distinção de classe e que hoje, mostra por completo a falência da gestão desse precioso recurso natural.

É chegada a hora dessa discussão invadir o país envolvendo o poder público, a academia e a sociedade como um todo para que a discussão da gestão da água seja mais transparente e as soluções acordadas sejam realmente cumpridas e o papel destinado ao Executivo com as ações de oferta da água e ao Judiciário cumprindo seu papel constitucional de aplicar as leis que regem o tema de forma que o cidadão possa ter acesso a agua potável e ao mesmo tempo, as companhias fornecedores faça o que a lei determina em relação ao esgotamento sanitário.
No Amazonas e mais especificamente na capital Manaus que está localizada à margem esquerda do Rio Negro existem milhares de habitantes que não tem acesso a água potável e tampouco esgotamento sanitário.

Dados disponíveis indica que apenas 13% de todo o esgoto gerado em Manaus tem o tratamento adequado, percentual esse que é considerado muito aquém do que recomenda a Organização Mundial da Saúde_OMS, e que por conta disso, crianças são os mais afetados com doenças ligadas a falta de saneamento em determinadas regiões.

Por absoluta leniência do poder público, as duas situações combinadas de falta de acesso a agua potável e falta de saneamento básico tem ceifado a vidas de milhares de pequenos manauaras, tendo sido negado a eles, um dos mais sagrados direitos universais de acesso a agua limpa e saudável.

Embora estejamos na maior bacia hidrográfica do planeta, a Bacia Amazônica, vimos que faltam políticas claras de gerenciamento de bacias através de comitês locais bem como é possível constatar que não existem políticas públicas que estimulem a redução do consumo, eliminação de desperdícios e práticas saudáveis e ecológicas de tratamento de esgoto que possam geram aguas próprias para reuso.

O tempo está a nosso favor, por conta de dois sistemas de captação que estão longe de se exaurirem, um na Ponta do Ismael, gerenciado pela Manaus Ambiental e outro com o Proama que é gerenciado pelo poder público, porém, caso não tenhamos um plano de longo prazo para gerir esse recurso, certamente no futuro iremos sofrer dos mesmos males que afligem a população do sudeste do Brasil.(George Dantas)

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