Indígenas do Amazonas podem ter hospital de campanha articulado por Eduardo Braga

O ministro, Luiz Henrique Mandetta, já tinha revelado sua preocupação com o povo indígena, que tem um histórico de imunidade frágil em relação às gripes - foto: Pais e Filhos

Em conversa entre o ministro Henrique Mandetta e o senador Eduardo Braga (MDB-AM) ficou estabelecido que existe a possibilidade de instalação de um hospital de campanha em Manaus, exclusivo para atender a população indígena diagnosticada com a Covid-19. A unidade funcionaria na Casa de Saúde Indígena (CASAI).

Senador Eduardo Braga em seu perfil, no Facebook – foto: recorte

Acompanhe a conversa pelas redes sociais:
https://www.facebook.com/EduardoBraga15/videos/2790627047890179/

“É uma forma importante de oferecermos uma atenção diferenciada e especializada para os nossos indígenas. Dando certo essa operação em Manaus, queremos estendê-la para o Alto Solimões e Alto Rio Negro, que, junto com Manaus, concentram as maiores populações indígenas do Brasil. É preciso cuidar delas por uma questão humanitária e pela repercussão mundial que isso pode alcançar”, diz Eduardo no vídeo.

De acordo com dados de 2019 da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime), aproximadamente 35 mil indígenas residem na capital amazonense. O Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou a existência de 183,5 mil indivíduos autodeclarados indígenas no Amazonas, o equivalente a 5,2% da população do Estado. No Alto Solimões, vivem os Ticuna – a maior população de índios do país, que, em 2012, somavam 46.065.

Primeiro caso – No começo de abril, foi confirmado o primeiro caso de contaminação de um indígena pelo novo coronavírus no Amazonas. Na última terça-feira, 7 de abril, o número de índios contaminados chegou a três, todos da etnia Kokama, moradores do município de Santo Antônio do Içá, segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde.

Até à tarde desta quinta, o Estado já registrava 899 casos da enfermidade, com 136 pacientes internados, 40 óbitos por Covid-19 e taxa de letalidade estadual de 4,45%. As informações são da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM)

A primeira indígena contaminada no Amazonas foi uma jovem de 20 anos, que testou positivo após ter contato com um médico do Distrito Sanitário da Saúde Indígena (DSEI) atuante na região. Ela é uma agente de saúde e teve contato com outros indígenas da sua aldeia, conhecida como São José.

A aldeia localizada na região do Alto Solimões, integrada por mais de mil indígenas, está isolada e recebendo atendimento de equipes especializadas do DSEI.

Da assessoria do Senador

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