Irmãs são presas suspeitas de aplicar golpe milionário em Manaus

Irmãs venderam casas em residencial fictício com valores entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. — Foto: Patrick Marques/G1

Três irmãs foram presas suspeitas de vender casas na planta, de um condomínio falso, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. Segundo a polícia, elas compraram o terreno e parte do pagamento foi feito com cheques sem fundo. As vendas ilegais feitas por elas giraram em torno de R$ 2 milhões.

Clientes que compraram as casas do prometido residencial aguardavam a entrega no fim de 2018. Conforme o delegado, a entrega não foi feita e as vítimas denunciaram para a polícia.

“Não tem nada lá. Apenas uma casa modelo e o terreno capinado.
Não tem construção nenhuma. Não tem nem licença para construir e já estavam vendendo. Foram sete registros, mas imaginamos que elas tenham conseguido vender cerca de 15 casas”, comentou o delegado adjunto da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), Demetrius Queiroz.

De acordo com o delegado, as irmãs compraram um terreno na Avenida do Cetur, por R$ 10 milhões. Elas pagaram apenas R$ 500 mil e, o resto, foi pago com cheques sem fundo. Era nesse terreno que elas ofereciam a casa às vítimas.

“Elas conseguiram, por meios fraudulentos, transferir a propriedade para elas. A partir disso, lançaram o residencial “Lótus Tarumã” e começaram a vender casas na planta, no valor de R$ 300 mil a R$ 400 mil”, disse Queiroz.

Irmãs venderam casas em residencial fictício com valores entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. — Foto: Patrick

Ainda conforme o delegado, as vendas ilegais feitas por elas giraram em torno de R$ 2 milhões. Queiroz acredita que o valor foi gasto em viagens para o exterior e nos condomínios em que moravam.

Queiroz orientou que outras vítimas das irmãs que tenham comprado casas ilegais no residencial, pode procurar a Derfd, para registrar os crimes.

A vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB/AM), e advogada dos donos do terreno que negociaram com as irmãs, Grace Benayon, comentou que eles moravam lá há mais de 20 anos e, após serem vítimas das mulheres, venderam o terreno e tiveram prejuízos.

“É uma situação esdrúxula. Se trata de uma quadrilha. São estelionatários profissionais. Um grupo econômico familiar que tratam com frieza essa questão”, disse Grace Benayon.

As irmãs devem responder pelo crime de estelionato. Elas serão encaminhadas para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

Fonte: G1


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