
Duas jovens do Amazonas foram convidadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para participarem da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro em Belém. Elas integrarão um grupo de 18 representantes de seis estados brasileiros.
Isabele Cristina Gomes Taite, 19 anos, é de Tefé (a 525 quilômetros de Manaus) e Tainara Kambeba, 21 anos, é de Manaus. As representantes do Amazonas fazem parte do povo Kambeba e levarão à COP30 pautas associadas à luta dos povos indígenas da floresta, defesa dos recursos naturais e garantia de saúde, segurança e proteção das novas gerações diante do desmatamento e da contaminação dos rios.
Isabele é jovem indígena do povo Kambeba, ativista pela saúde indígena, meio ambiente e pelos direitos das mulheres, crianças, jovens e pessoas LGBTQIA+. Tainara é indígena do povo Omagua Kambeba e faz parte da Rede de Comunicadores Jovens da Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas (Makira E’ta).
Os adolescentes e jovens escolhidos participam ou participaram de uma série de ações do UNICEF em prol do combate às mudanças climáticas, na iniciativa #EntreNoClimaUNICEF. Além disso, são integrantes dos Núcleos de Cidadania de Adolescentes (NUCAs) ou fazem parte do Conselho Jovem e de demais ações apoiadas pelo UNICEF, como o curso de Formação em Jovens Lideranças Climáticas, que contou com uma pré-seleção de 50 participantes de todo o Brasil. Durante a Conferência, eles participarão de painéis, atividades paralelas e encontros com lideranças nacionais e internacionais, levando ao centro das discussões as experiências e desafios vividos em suas comunidades.
“A presença desses adolescentes e jovens brasileiros na COP30 é um lembrete poderoso de que enfrentar a crise climática exige ouvir quem já vive seus impactos todos os dias. São meninas e meninos que trazem suas experiências, ideias e soluções para o centro das decisões. O UNICEF acredita que fortalecer as vozes das adolescências e juventudes é essencial para construir respostas justas e realistas às mudanças climáticas”, afirma Luiza Leitão, Oficial de Participação e Desenvolvimento de Adolescentes do UNICEF no Brasil.




