Lábrea e Tapauá, na região do Purus, tem alta de casos de Dengue

Autoridades pedem que a população fique atenta para eliminar possíveis focos do mosquito - foto: recorte/recuperada

Em todo o estado do Amazonas foram registrados 14.152 casos da doença computados entre janeiro e novembro de 2021, segundo o Ministério da Saúde.

Na região de Purus, os municípios de Lábrea e Tapauá têm índices considerados altos de incidência da doença.

A taxa de incidência de dengue na região de Purus, ou seja a quantidade de pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes, é uma das mais altas do país. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a zika e a chikungunya.

A administradora Jamile Machado contraiu a dengue e conta que precisou buscar atendimento médico. “Precisei procurar um pronto-atendimento e lá obtive os cuidados necessários. Passei a me preocupar com os cuidados e, principalmente, a orientar o meu vizinho, porque via que no terreno dele tinha muito lugar com água empoçada.”

Pauini a “princesinha do Purus” no Purús-Amazonas também merece atenção da população – foto: recorte/destaque

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, explica que, hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país. Mas ele lembra que isso não quer dizer que as cidades próximas não devam se preocupar.

“O vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápido e muito grande, tanto que se a gente pegar regiões onde a gente tem uma baixa transmissão que sejam contíguas, principalmente regiões metropolitanas, regiões vizinhas, a gente vê essa expansão muito rápida. Porque a gente tem o vetor. O vetor estando presente, isso faz com que a gente tenha uma maior transmissão e as pessoas infectadas transitam por essas regiões.”

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um anoo para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

1 – Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
2 – Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
3 – Feche bem os sacos e lixo.
4 – Guarde os pneus em locais cobertos.
5 – Tampe bem a caixa-d´água.
7 – Limpe as calhas.
8 – Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água.

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

Fonte: Brasil 61

 

Fonte: Brasil 61

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