

O “Feliz Dia do Trabalho!”, postado em sua página no Facebook, a prefeita Lindinalva Ferreira (PT) recebeu mais elogios que críticas ou cobranças. Bastou um comentário da cidadã e funcionária pública Vera Filha, que questionou o que a maioria gostaria de questionar sobre o bloqueio de verbas para a Saúde, a falta de investimentos na Educação e demais irregularidades ocorridas em sua gestão, para Lindinalva considerar como fofocas entre os demais “boatos maldosos que ferem os bons costumes a quem desconhece a minha (DELA) conduta moral, que continua sendo a de sempre”.
Cabe lembrar que o político (homem ou mulher públicos) deve ter em mente que as críticas nem sempre servem para desmoralizá-lo, mas para transformar em algo positivo para o crescimento pessoal e para que prevaleça o princípio da supremacia do interesse público. O problema é que, no poder, o político perde essa capacidade, ao ponto de admitir que críticas são venenos destilados para conspurcar sua administração. Lindinalva ainda melindrou-se quando Vera Filha pediu-lhe atenção à LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e ainda lançou um desafio a “qualquer cidadão airãoense provar algo de amoral que eu (ELA) tenha feito”. Isto é petulância ou ingenuidade política?
A cidadã Vera Filha quis dizer que a expressão transparência possui sonoridade de límpido, claro, visível, sem mácula. Na linguagem cotidiana, transparência pode referir-se a alguém ou alguma coisa sobre a qual não paira quaisquer dúvidas. A transparência permite que se veja por entre e para além da visualização da primeira imagem. Enfim, o termo transparência pode ser visto ou interpretado com o sentido de clareza, visibilidade, e a LRF é um dos mais fortes instrumentos de transparência em relação a gastos públicos, a indicar os parâmetros para uma administração eficiente, séria, e à coletividade o direito de interferir e fiscalizar as ações de seu governante.
Portanto, o fornecimento de informações pelo gestor à sociedade é denominado de princípio da transparência. No entanto, a prefeita Lindinalva prefere montar uma barreira para bloquear o exercício da cidadania do airãoense. Isto faz lembrar Ayn Rand (nascida Alisa Zinov’yevna Rosenbaum, escritora, dramaturga, roteirista e filósofa norte-americana de origem judaico-russa), quando disse que, quando se perceber que a corrupção é escondida debaixo do tapete e a honestidade se converte em auto-sacrifício, “então poderás afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.
Durante os 17 meses de gestão Lindinalva ocorreram coisas as mais escabrosas possíveis que ela não consegue explicar. Como não bastasse tantas perseguições, a prefeita aventurou-se na tentativa de convencer os idosos a deixar o Centro do Idoso, para que seja instalado provisoriamente o hospital até a conclusão da reforma, que já se transformou em uma novela sem fim.
A prefeita esquece que a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, diz que é dever do Poder Público “assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária”.
Chega de hipocrisia.




