Mandetta disse que não ‘vai rasgar o diploma de médico’, após fala de Bolsonaro

Pronunciamento de Bolsonaro vai de encontro às medidas e orientações do Ministério da Saúde - foto: 247

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, “poderá colocar o cargo à disposição se for pressionado por Jair Bolsonaro a adotar uma postura mais flexível no combate ao coronavírus”, informa O Estado de S.Paulo.

A direção do DEM “decidiu internamente que se o ministro mudar o discurso do coronavírus vai retirar o apoio a ele.

A avaliação dentro do DEM, no entanto, é que Mandetta poderá colocar o cargo à disposição do governo, se for pressionado por Bolsonaro a adotar uma postura mais flexível no combate ao coronavírus.

Segundo pessoas próximas ao ministro, ele não estaria dispotos a ‘rasgar o diploma de médico’ nem comprometer sua biografia na área de saúde”, escreveu a jornalista Jussara Soares.

Com seu pronunciamento, Bolsonaro na prática atacou todas as medidas do Ministério da Saúde para o combate à pandemia do coronavírus.

Leia um resumo do pronunciamento de Bolsonaro que chocou o país:

Jair Bolsonaro fez um pronunciamento no rádio e na TV na noite desta terça-feira (24), e voltou a minimizar a gravidade da pandemia do novo coronavírus.

Bolsonaro voltou a comparar a Covid-19 a uma “gripezinha” ou “resfriadinho” e pediu para prefeitos e governadores “abandonarem o conceito de terra arrasada”, que, para ele, inclui o fechamento do comércio “e o confinamento em massa”.

“O grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos”, disse Bolsonaro.

Durante o seu pronunciamento, panelaços ocorreram em São Paulo, em bairros como Bela Vista e Santa Cecília, na região central.

Também foram registrados protestos em Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador.

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