Ministério da Economia ‘decreta’ o fim das Indústrias 4.0, no Amazonas

Secretário Carlos Alexandre Jorge da Costa, do Ministério da Economia vem à Reunião do CAS e desagrada empresários - foto: divulgação

As fábricas inteligentes e os projetos do programa indústria 4.0 acabam de ser desfeitos pelo Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Alexandre Jorge da Costa, do Ministério da Economia, em declaração feita durante a solenidade da 290ª Reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), nessa quinta feira (20), em Manaus.

Na reunião onde estavam empresários do setor eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus (ZFM), autoridades governamentais e convidados, o Secretário Geral desfez toda e qualquer tentativa de modernização das linhas de produção ao dizer que as indústrias terão que manter um número mínimo de empregados nas montagens de placas e componentes, em todas as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Para empresários do setor, é a volta ao governo José Sarney, entre 1985 e 1990, quando as indústrias do Polo Industrial de Manaus eram abarrotadas de montadores de bico de solda, com centenas de empregos, mas com qualidade e salários discutíveis. Ou seja, um retrocesso a decisão do secretário geral, quando comparado aos altos investimentos internacionais na robotização das linhas de produção.

Antes da decisão retrógada de Alexandre Costa, afirmava-se que todos os caminhos levariam à Indústria 4.0, à completa descentralização de controle dos processos produtivos, graças aos dispositivos inteligentes, da computação e de outras inovações tecnológicas.

“Automatizar é o caminho natural para aumentar a competitividade internacional e a produtividade do setor, que em termos práticos, melhoraria os salários de trabalhadores especializados e a qualidade da produção. A partir de hoje tudo será no manual”, lamentam empresários que até o assunto ser discutido pelas entidades de classes industriais, preferem ficar no anonimato.

Empregada doméstica

O retrocesso imposto à indústria Eletroeletrônica é comparado à polêmica declaração do ministro da economia, Paulo Guedes, em relação às empregadas domésticas, que na visão dele, tem que ser impedidas de irem à Disney-EUA, em função da sua condição social.

Assim como a declaração do Paulo Guedes do “Posto Ipiranga” do governo Bolsonaro, que repercutiu tão mal em todos os setores e no exterior, a fala de Alexandre Costa pode causar danos irreparáveis às indústrias, como por exemplo, a extinção de todos os projetos de automação das fábricas do PIM e a consequente ida das montadoras para os países industrialmente desenvolvidos como: Itália, Polônia, Alemanha, Argentina, entre outras.

Sabotagem

A fala desastrada do secretário Alexandre Costa é vista por esses mesmos empresários do setor, no Amazonas, como uma sabotagem ao desenvolvimento das indústrias do PIM. “A forma de montagem de placas aos moldes dos anos 80, vai de encontro à modernização da indústria inteligente no mundo, e não permitir que a industrial nacional avance, consequentemente tirará o Brasil da feroz competitividade internacional”, deduziram.

Faltou percepção ou conhecimento do modelo ZFM ao secretário Alexandre Costa para ele se manifestar contra o projeto da Indústria 4.0, que só traria desenvolvimento para a industrial regional, nacional. Outros países já estão implantando a Indústria 5.0, no Brasil, querem extinguir o modelo menos avançado que de outros centros industriais ao redor do mundo.

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