
Ministros do STF criticaram as declarações de Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicas, classificando-as como “graves” e “absurdas”.
O pré-candidato do PL levantou suspeitas sobre uma suposta ligação entre as urnas eleitorais brasileiras e equipamentos usados na Venezuela, citados em relatório da CIA sobre fraudes eleitorais.
Repetição da mentira
Na última terça (21), Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à presidência, mentiu para um grupo de diplomatas em Brasília.
O filho de Jair Bolsonaro deu informação falsa, mentirosa, equipamentos usados na Venezuela, já desmentida pela Justiça Eleitoral desde 2020: a empresa nunca vendeu urnas ou softwares eleitorais ao Brasil, tendo apenas feito prestações de serviço. Flávio usou a informação falsa para pedir aos diplomatas o maior número possível de observadores estrangeiros para a eleição de 2026.
O episódio repete o mesmo discurso mentiros que o pai, Jair Bolsonaro, fez em reunião semelhante com embaixadores em 2022. A conduta rendeu ao ex-presidente 8 anos de inelegibilidade, por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação.
O ministro Gilmar Mendes afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é confiável e criticou o uso de informações estrangeiras para questionar as urnas. Outros ministros disseram que o TSE já havia desmentido alegações semelhantes e compararam as falas de Flávio ao discurso adotado anteriormente por Jair Bolsonaro.
As declarações acontecem em meio a dificuldades na campanha de Flávio Bolsonaro, que enfrenta tensão com Michelle Bolsonaro e ainda busca um nome para vice.




