MPAM consegue cassação de vereador em Humaitá

Foto: Reprodução

O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Humaitá (a 580 quilômetros de Manaus), tendo como titular o Promotor de Justiça Weslei Machado Alves, no exercício da função eleitoral, conseguiu, em juízo, a condenação de um vereador por compra de votos. A sentença foi proferida no último dia 18, pelo Juiz Charles José Fernandes da Cruz, do Juizado da 17ª Zona Eleitoral, que acatou o pedido do MPAM de cassação do mandato ou diploma eleitoral. Além disso, o condenado terá de pagar uma multa de 40.000 (quarenta mil) UFIR’s.

O MPAM começou a investigar o caso após denúncia recebida, com apoio da Polícia Civil do AM, chegando à descoberta de toda trama de corrupção. Além do então candidato, havia mais duas pessoas envolvidas no esquema de compra de voto: o filho do vereador e uma autoridade eclesiástica. O local para a realização dos pagamentos era a própria casa do político, onde seu filho e o religioso realizava todo o trâmite das negociações ilegais, gerando um grande fluxo de pessoas na residência – comportamento que chamou a atenção da polícia, durante operação de fiscalização contra a prática de ilícitos eleitorais.

No decorrer da apuração dos fatos, ficou constatado que “santinhos” e material de campanha estavam escondidos no veículo do réu, bem como significativa quantia de dinheiro em espécie e listas de possíveis eleitores. Em um ato de desespero durante uma abordagem policial, o filho do vereador jogou um aparelho celular no chão com tal violência que o dispositivo terminou caindo na piscina da casa, o que impossibilitou que quaisquer informações fossem obtidas em perícia.

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