Mulher é processada por casar de novo com ex-marido por vingança

Foto: Reprodução

Uma juíza francesa de 58 anos que trabalhava em um gabinete de um ministro resolveu se vingar de seu ex-marido de uma forma, no mínimo, curiosa. A magistrada de Hauts-de-Seine conseguiu realizar um casamento com seu ex-cônjuge utilizando documentos falsos e um cúmplice que se passou por seu ex-marido, em março do ano passado. No entanto, a fraude foi descoberta e a magistrada está respondendo por um processo criminal.

A ideia surgiu quando soube que seu ex-parceiro, um advogado, planejava se casar novamente. A esposa escolhida pelo ex-cônjuge foi justamente a mulher responsável pela demissão da juíza do gabinete do ministro. Após quase desmaiar com a notícia, a magistrada planejou a sua vingança: casar-se com o ex-marido para impedir o matrimônio do ex-cônjuge com a mulher responsável por sua demissão.

A cerimônia de casamento chegou a contar com a presença do prefeito de Saint-Denis de La Réunion, norte da França. E o plano parecia ter ocorrido sem problemas. Mas as notícias do casamento falso correram pelos bastidores da justiça francesa até chegar aos ouvidos do homem que não tinha conhecimento de nada.

Processada por “falsificação”

Após ser descoberta, a juíza foi colocada sob custódia policial em dezembro do ano passado. Após 48 horas dos interrogatórios, ela foi encaminhada ao promotor que abriu uma investigação judicial. A mulher foi processada criminalmente por “falsificação e uso de falsificação em textos públicos” e “obtenção e uso de documentos administrativos falsos por uma pessoa que deposita autoridade pública”. Seus cúmplices, inclusive a sua filha, também estão sendo processados.

A magistrada não perdeu o seu cargo por causa do casamento falso, mas foi colocada sob supervisão judicial e suspensa do exercício de suas funções. A juíza pode ser condenada a 10 anos de prisão, além do pagamento de uma multa de 150 mil €, de acordo com o artigo 441-4 do código penal francês. O julgamento será realizado no tribunal de Versalhes, por ser uma comarca diferente de onde a juíza é originária.

Fonte: Mega Curioso

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