O choro de uma Criança – por Ademir Ramos


O choro precisa ser atendido de forma positiva e apropriada para que a criança perceba que todos os seus sentimentos são aceitos.
O choro precisa ser atendido de forma positiva e apropriada para que a criança perceba que todos os seus sentimentos são aceitos.

Nada é mais provocativo do que as lágrimas de um inocente. De imediato, quando possível, busca-se acalantar o seu pranto, satisfazendo determinadas vontades. Às vezes resgata-se a alegria do ritmo brincante e saudável da criança, embalando sonhos e encantamentos na perspectiva de um devir próspero e justo.
Outras vezes, por ignorância e intolerância não se abranda nem o choro e muito menos a dor que apega e maltrata, acometendo a violência da indiferença e do descaso.

O choro do menino é algo que se destaca, não pelo fato de uma criança estar apenas chorando, mas pelo fato do choro da criança não ter nada a ver com os choros dos adultos, ou quase nada.
O choro do menino é algo que se destaca, não pelo fato de uma criança estar apenas chorando, mas pelo fato do choro da criança não ter nada a ver com os choros dos adultos, ou quase nada.

O retrato desta situação requer que se faça profunda reflexão sobre a condição humana quanto à sua formação social, cultural, política e espiritual movido não só pelo choro das crianças, mas pela determinação e prioridades dos governantes responsáveis que formulam e executam políticas públicas em atenção às crianças e jovens enquanto pessoas em desenvolvimento.
Lágrimas não pagam dividas, mas, cobram dos pais e mães, providencias imediatas para calar o choro, não sendo possível, é dever do Estado e dos governantes oferecer os meios necessários para sarar a dor e garantir a saúde integral, bem como também o acesso a creche e a escola para o bem do presente e do futuro desses brasileiros do Amazonas.

*Ademir Ramos é professor universitário – UFAM

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