O Governo Melo e os seus novos Secretários – por Ademir Ramos


Governador do Amazonas, José Melo (Pros)

O Tribunal Regional Eleitoral estará no dia 18 (quinta-feira) de dezembro às 10h, promovendo a diplomação dos eleitos. Momento forte da política para se analisar a conjuntura numa perspectiva de se afirmar novos ganhos sociais em favor do nosso povo, em particular daqueles que demandam muito mais a presença do Estado para salvaguardar seus direitos fundamentais e garantir desta forma o acesso às políticas públicas. Oportuno também para se pensar sobre a natureza dos Partidos Políticos e, em particular, o trabalho dos políticos quanto à função e o seu compromisso com a coisa pública. Ainda recentemente, o Senador Eduardo Braga, depois de sua rejeição nas urnas, muito ressentido com o povo do Amazonas, veio a publico para falar do seu desempenho eleitoral e “soltar os cachorros” contra o professor Melo, o eleito.
O Dudu Zangado levantou um falso problema referindo-se a indicação de políticos para assumir função de Secretário de Estado, alegando que tal conduta do Governador Melo contrariava o que havia defendido nos palanques eletrônicos. Como dissemos “falso problema” porque na verdade a direção política, moral e ética deste governo é do professor Melo, a indicação de um político ou de um profissional para o exercício da função é de inteira responsabilidade dele e só dele, por mais que venha ser um arranjo político oriundo das alianças e acordos tratados nos bastidores da campanha.
É claro que qualquer nomeação para cargo de direção deve necessariamente está alinhada com as propostas do governador, principalmente, no horizonte de assegurar a Educação como matriz de desenvolvimento, articulando a transversalidade nas funções do Estado.
Em síntese, não basta ser amigo do rei ou político de carreira é preciso que o pretenso candidato (a) ou o escolhido (a) tenha um perfil técnico, conheça o ofício e saiba não só fazer o óbvio, mas que seja criativo e protagonista no processo de gestão, afastando qualquer tentativa de redução das políticas públicas em práticas eleitoreiras ou interesse corporativo tanto para si como para a sua agremiação partidária impulsionada por interesses privados. Chega de Jabuti.
*Ademir Ramos é professor da Universidade Federal do Amazonas, criador e professor do curso de Ciências Sociais, formado em Antropologia, coordena o Núcleo de Cultura Política da Ufam.

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