O que as redes sociais fazem para coibir fake news em meio à pandemia

Empresas de tecnologia desenvolvem medidas para diminuir a propagação de notícias falsas/Foto: Divulgação

A pandemia, decretada em 12 de março pela Organização Mundial de Saúde (OMS), do novo coronavírus (Covid-19). Já atingiu cerca de 2,6 milhões de pessoas em todo o mundo. Neste cenário, é importante que as populações se mantenham em quarentena, já que o isolamento social é, até o momento, a medida mais eficaz contra o contágio da doença, que possui rápida propagação.
No entanto, com a forte demarcação política no país, tem sido cada vez mais comum o compartilhamento de notícias falsas. Apenas a plataforma Saúde sem Fake News, do Ministério da Saúde, já desmentiu mais de 50 boatos que ganharam força na internet. A maioria deles continha supostos métodos de prevenção e cura, além de áudios e falas atribuídas ao ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.
Desta forma, a desinformação pode gerar ainda mais situações que propaguem o vírus, como as diversas manifestações espalhadas pelo país que pediam a reabertura de empresas e escolas. Na Avenida Paulista, em São Paulo, um bloco intitulado como “Movimento Direita Conservadora” disse aos participantes do ato que a pandemia era uma mentira. Enquanto isso, em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro saiu às ruas para participar de uma manifestação que pedia o fechamento do Congresso e o afrouxamento da quarentena.
A maior parte das notícias falsas que encorajam a população a sair de casa minimiza os impactos da doença e ataca pessoas, jornais e estudos científicos, sendo propagada nas redes sociais, como Facebook, Instagram e WhatsApp. Por isso, os profissionais da área de tecnologia, como os formados em análise e desenvolvimento de sistemas EAD, têm trabalhado para encontrar medidas para mitigar os boatos.
Veja abaixo quais são eles.
Facebook
A rede social tem removido os conteúdos falsos e redirecionado os usuários que procuram notícias sobre o vírus para a página do Ministério da Saúde. A verificação de conteúdo é feita pelo Facebook, a partir das denúncias das pessoas.
“Estamos removendo notícias falsas e teorias da conspiração que foram sinalizadas por organizações de saúde do mundo todo e que podem ser nocivas para as pessoas que acreditam nelas”, disse Steve Hatch, diretor do Facebook no Reino Unido, em comunicado oficial.
WhatsApp
Como as mensagens são criptografadas, a checagem por parte da rede social fica mais complicada. Por isso, é preciso que os usuários tenham a boa vontade e o senso crítico de verificar por conta própria as informações que recebe.
Twitter
Assim como o Facebook, o Twitter está removendo os conteúdos falsos que são notificados pelos usuários. “Conheça os fatos. Para garantir que você tenha as melhores informações sobre o coronavírus (Covid-19), recursos do Ministério da Saúde estão disponíveis”, diz a mensagem que direciona as pessoas que pesquisam sobre o tema para o site do Ministério da Saúde.
Instagram
Seguindo o mesmo caminho, o Instagram, que também pertence ao Facebook, está removendo os anúncios que contenham boatos e informações falsas sobre o coronavírus. Aos usuários que pesquisam sobre o assunto na plataforma, há a indicação do perfil da OMS.
YouTube
A plataforma criou uma página para fornecer o contato das principais autoridades sanitárias e da área da saúde, como a OMS, e para explicar sobre quais são as medidas adotadas para conter a disseminação da desinformação. Agora, o YouTube passa a monetizar vídeos sobre o coronavírus que estejam dentro de suas diretrizes.
Além disso, também tem removido os conteúdos falsos que são sinalizados pelos usuários.

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