Olhar para o futuro é agir no agora e pelas pessoas – por Mario Laffitte

Mario Laffitte é vice-presidente de Relações Institucionais da Samsung - Foto: Reprodução/Facebook

Dificilmente alguém cresceu sem ter escutado dos pais ou de algum mentor a máxima sobre plantar agora para colher no futuro. É um ensinamento histórico, quase hereditário, e que pode soar óbvio, mas nunca é demais parar, lembrar e praticar esse conselho. Isso vale para quem está educando filhos pequenos, para quem tenta abrir um novo negócio e também para grandes empresas que tentam desvendar como será o mundo diante de tantas transformações aceleradas como estamos vivendo em 2020.
Olhar para o futuro nunca foi tão importante e necessário. Afinal, a sociedade vai precisar de novos recursos e soluções para uma vida diferente que começa a ganhar contornos. Mas enquanto tentamos decifrar o que vem pela frente, acompanhando esse ritmo frenético de mudanças, não podemos deixar de lado algo ainda mais especial: o presente. Planos bem-intencionados, revolucionários e inovadores podem não prosperar se não forem pautados no agora.
É no presente que as empresas poderão mostrar seu poder de influência no mundo ou o quanto estão interessadas em fazê-lo um lugar melhor. E, positivamente, temos visto uma preocupação exemplar de grandes grupos neste momento. A arrecadação recorde de doações, seja em dinheiro, serviços ou produtos, comprova que há muita gente com a consciência de que os cuidados com o agora são tão vitais quanto a visão para o futuro.
E quando empresas entendem que são parte da sociedade, e não entidades alheias a ela, o potencial para fazer a diferença aumenta e, consequentemente, a chance de aprimorar engajamento e reputação também. Em situações tensas e complexas como a que vivemos, isso conta ainda mais.
Construir reputações nos dias de hoje passa muito pelo poder de engajamento que uma empresa consegue gerar. O que ela provoca na sociedade? Apenas desejo por seus produtos ou uma vontade que transcende o lado material? Esse engajamento envolve estar presente na vida das pessoas, prestando suporte em fases críticas como esta, proporcionando conforto e bem-estar nos momentos bons e apresentando uma postura de responsabilidade social.
Fazer tudo isso implica em muito mais do que apenas zelar pela própria reputação – por mais que ações como as que, felizmente, temos visto contribuam para que as pessoas tenham melhor impressão de uma empresa ou figura pública. É algo que pode refletir no caminho que essa companhia vai trilhar daqui para frente, atraindo mais clientes, mais parceiros ou até mesmo mais pessoas interessadas em fazer parte dessa trajetória.
As pessoas querem ser ouvidas, querem ter suas demandas atendidas. E não falamos aqui de pesquisas mercadológicas, de antecipar tendências de consumo. Falamos de entender o que será necessário para uma nova vida e de oferecer ferramentas para essa transformação. É um desafio complexo, mas que pode ser superado com tecnologia, inovação, atenção social e investimentos em educação. Assim as próximas soluções e demandas serão alcançadas. E as pessoas se sentirão mais amparadas. Assim reputações serão verdadeiramente construídas.

Mario Laffitte é vice-presidente de Relações Institucionais da Samsung na América Latina.

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