Para Jungmann, Forças Armadas estão com a Constituição, e não com Bolsonaro

Foto: Reprodução

O ex-ministro Raul Jungmann disse hoje que as Forças Armadas não estão com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas sim ao lado da Constituição.

A afirmação ocorreu durante debate com o também ex-ministro Tarso Genro, mediado pelo colunista do UOL Leonardo Sakamoto. Na avaliação de Jungmann, que chefiou o ministério da Segurança Pública no governo de Michel Temer, é preciso fazer uma diferenciação entre os militares que integram o governo e a instituição.

“Isso gera muitas dúvidas. Quando um general da reserva como Augusto Heleno (ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional) faz aquele manifesto para a nação, com termos impróprios, inadequados, as pessoas fazem o raciocínio: ‘os militares estão apoiando isso’. Não estão. Quando o presidente da República diz: ‘as forças Armadas estão comigo’, as Forças Armadas não estão com ele, estão com a Constituição”, avaliou.

Ele se referia a nota emitida por Heleno atacando pedido de apreensão de celular de Bolsonaro e falando em “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

Para o ex-ministro Tarso Genro, “a maioria dos oficiais que tem alguma formação histórica, mais aprofundada, não tem uma referência na postura do Bolsonaro quanto líder de uma nação”. “Portanto, acho que não há essa perspectiva [de golpe por Bolsonaro].”

“Se a crise se aprofundar a um tal ponto que as Forças Armadas se coesionem para unir forças, não vai ser o Bolsonaro que vai ficar no poder. Teriam pessoas mais preparadas do ponto de vista deles.”

Em sua avaliação, as Forças Armadas podem ter “grupos fascistas”, mas não tem uma tradição nessa linha. Para eles, elas “nunca assumiram uma tipologia de militarismo fascista”.

Fonte: UOL

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