
Hoje (25) e amanhã (26), Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) terá ações de conscientização sobre o combate à violência contra a mulher. A iniciativa do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio dos “Juizados Maria da Penha”, terá uma série de atividades, incluindo o lançamento local e a distribuição da cartilha “Perguntas e Respostas sobre Violência Doméstica para Jovens e Adolescentes”.
Ações de conscientização, workshop, exposição, exibição de vídeo institucional e mesa-redonda estão entre as atividades. O objetivo é aproveitar a grande circulação de pessoas na cidade, durante a realização do “58.º Festival Folclórico de Parintins”, que ocorre de 27 a 29 deste mês de junho.
A desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo, coordenadora dos “Juizados Maria da Penha” e ouvidora da Mulher, explica que serão dois dias de programação, realizada pela equipe multidisciplinar dos Juizados Especializados no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, com a finalidade de sensibilizar a população sobre a importância do combate a esse tipo de violência, divulgando canais de denúncia, orientando para a identificação dos vários tipos de violência, entre outros assuntos.
A programação organizada pelo TJAM inicia na quarta-feira (25/06), às 10h, quando uma equipe multidisciplinar dos “Juizados Maria da Penha” fará uma abordagem educativa nos currais dos bois Garantido e Caprichoso – “Cidade Garantido” e “Curral Zeca Xibelão”, respectivamente.
Ainda na quarta-feira, às 14h30, a equipe multidisciplinar realizará uma Roda de Conversa, com mulheres vítimas de violência doméstica, no Fórum de Justiça Des. Raimundo Vidal Pessoa.
Na quinta-feira (26), a programação da manhã acontecerá no auditório do Centro de Estudos Superiores de Parintins/Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Às 9h30, será aberta a “Exposição Não Vista Essa Camisa! Denuncie.” Composta por camisetas brancas, que estampam enunciados comuns em relacionamentos abusivos: “A culpa é sua”; “Se não ficar comigo, não ficará com ninguém” e “Eu nunca bati nela”, entre outros. A mostra busca chamar atenção para situações de violência física, psicológica, patrimonial ou sexual, que nem sempre são identificadas como tal pela própria vítima.
A programação será concluída com a soltura de balões, simbolizando um pedido para o fim da violência doméstica contra mulheres e do feminicídio.




