Pequenos negócios conseguem ampliar faturamento durante a crise

De acordo com o Sebrae, 400 mil empresas registraram aumento na receita - Foto: Reprodução

Com a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) pelo Brasil, as relações entre os comércios e os consumidores têm apresentado mudanças significativas. Isso porque, com as lojas fechadas, as pessoas buscam os produtos que desejam em lojas online, que registraram alta de 60% no número de novos negócios abertos na primeira quinzena de abril em comparação com o mesmo período de março, de acordo com levantamento realizado pela Nuvemshop.
Assim, segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, os empreendedores de pequenos negócios que se adaptarem e inovarem em um período mais curto de tempo terão mais chances de continuar no mercado depois da crise sanitária. Os resultados mostram que, mesmo que 88% estejam registrando queda no faturamento, cerca de 400 mil empresas aumentaram suas receitas em 47%.
Para realizar o levantamento, 6.080 donos de negócios de 14 segmentos diferentes, distribuídos por todos os estados do país, foram ouvidos, e a margem de erro é de 1% a mais ou a menos. “Observamos que os empresários que enxergaram oportunidades e se reinventaram saltaram na frente dos outros. Segundo nossa pesquisa, entre as micro e pequenas empresas que tiveram crescimento na receita durante a crise, cerca de 48% mudaram o modo de funcionamento, apostando mais em entregas online e serviços na internet”, explicou o presidente da entidade, Carlos Melles.
Com isso, há 41,9% dos empreendimentos apostando na migração do físico para o online, realizando vendas pelo WhatsApp, por outras redes sociais ou até criando sites para as lojas. Essas são algumas das alternativas para manter um bom faturamento durante os meses em que a reabertura do comércio não estiver autorizada.
Isso porque as vendas pela internet têm crescido desde a adoção da quarentena. Produtos como comidas e bebidas tiveram 311% a mais de buscas em abril do que em março. Produtos digitais (167%), materiais de escritório (68%) e roupas e acessórios (53%) também registraram alta.
Neste cenário, caso o negócio ainda não tenha, é necessário que um investimento logístico seja feito, já que os produtos serão vendidos à distância e precisam ser entregues aos compradores. Deste modo, é possível apostar no delivery como meio de intermediar as entregas. Na pesquisa, 92% dos comerciantes dos setores de alimentos e bebidas que aumentaram seu faturamento utilizaram esse modelo de serviço.
“Nesse momento provisório, você pode se adequar. Flexibilidade é importante. Faça parceria com outra empresa para entregarem juntos, pense em como alcançar novos clientes e atender novas necessidades”, conclui a analista do Sebrae/ES, Andrea Gama.

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