
A Polícia Federal (PF) aponta que o tráfico de cocaína financiava o esquema de lavagem de dinheiro liderado por MC Ryan SP, preso nesta quarta-feira (15/4) na Operação Narco Fluxo.
Segundo a PF, o cantor usava empresas do setor musical e sua popularidade nas redes para misturar receitas legais com recursos de apostas ilegais, rifas digitais e tráfico. O esquema teria ligação com o PCC.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões de 77 investigados. O valor considera lucros do tráfico de mais de três toneladas de cocaína e as movimentações financeiras dos envolvidos, conforme decisão do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.
As informações sobre o tráfico vieram das operações Narco Vela (abril de 2025) e Narco Bet (janeiro de 2026).
A PF indica que Ryan liderava o esquema e reinseria o dinheiro na economia por meio de imóveis de luxo, veículos, joias e outros bens. Ele também teria pago operadores de mídia para melhorar sua imagem e promovido plataformas de apostas, além de usar laranjas, inclusive familiares, para ocultar patrimônio.
A defesa afirma não ter acesso ao processo, nega irregularidades e sustenta que todas as transações têm origem comprovada e seguem as obrigações legais.
Fonte: Metrópoles




