População de Apuí e Humaitá destroe Funai, carros e barcos

Sede da Funai incendiada, em Humaitá/Foto: Divulgação

Sede da Funai incendiada, em Humaitá/Foto: Divulgação

Barco incendiado/Foto: Divulgação

O cáos se instalou em Apuí e Humaitá,  no Sul do Amazonas, depois que moradores dos dois municípios atearam fogo e destruíram as sedes da Fundação Nacional do Índio (Funai,  e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e, ainda, atearam fogo em onze carros e um barco na noite de quarta-feira (25).

A destruição e a revolta é pelo fato de até agora as autoridades não conseguirem informações a respeito de quatro pessoas, moradores desses dois municípios, que estão desaparecidos há 10 dias depois de serem vistos entrando em uma reserva dos índios Tenharim, na Transamazônica.

Todo o efetivo de 120 homens da Polícia Militar de Humaitá e Apuí foi mobilizado, mas foi insuficiente para conter cerca de três mil pessoas que primeiro invadiram e queimaram as sedes da Funai e Funasa em Humaitá.

Mesmo com os policiais usando gás lacrimogênico e bombas de efeitos morais, os policiais não conseguiram conter a violência.  Amigos, parentes dos desaparecidos  e moradores destruíram onze carros dos dois órgãos e se dirigiram até a orla de Humaitá onde incendiaram um barco da Funai.

Alguns Indígenas  da etnia Tenharim, que estavam abrigados na Casa do Índio de Humaitá, tiveram que ser escoltados e levado pelo por militares para um Batalhão do Exército.

Israel Júnior, parente de Luciano Freire, um dos desaparecidos, culpa as autoridades de não terem tomados providências apesar dos apelos dos parentes.  “Agora não são mais apenas os familiares e amigos que estão revoltados, é toda a população”, afirma ele.

 Um grupo de pessoas  desapareceu no último dia 16 na região do km 85 da BR-230, Rodovia Transamazônica, em trecho situado entre os municípios amazonenses de Humaitá e Manicoré. A Polícia Federal  foi acionada, mas  foi impedida de entrar na reserva indígena.

 Moradores de Apuí e Humatá deram prazo até esta quinta-feira (26) para  as autoridades darem uma resposta sobre os desaparecimentos. Caso contrário, eles prometem seguir até a reserva para realizar buscas aos desaparecidos.

Exército, Polícias Federal e Militar estão se mobilizando para impedir mais conflitos e violência.

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