Queda na arrecadação pode ser de até 40% no AM

Foto: Divulgação

Aproximadamente 40%. Esse é o valor de redução com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) caso a crise com a pandemia de coronavírus dure seis meses. A queda de imposto, principal tributo estadual, virá sobretudo da indústria e do comercio, por conta da redução da demanda agregada no país.ICMS
“Somado a isso também estamos computando o fator inadimplência para chegar nessa estimativa”, explicou o titular da Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM), Alex Del Giglio.
Como o executivo estadual fica com 45% do recurso do ICMS, após os repasses ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), aos poderes e aos municípios isso corresponde a uma perda de cerca de R$ 2 bilhões. Quanto aos tributos federais, haverá queda, mas ainda não fora estimada pelo governo federal.
As quedas mais acentuadas serão provavelmente com insumo industrial estrangeiro e combustíveis. Conforme o presidente do Centro da Indústria do Estado Amazonas (Cieam), Wilson Périco, as fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) já começam a sentir a falta de insumos.
Na avaliação do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a indústria já começa a adotar algumas medidas, nesse período de crise, como a antecipação de férias coletivas.
“No entanto, essas medidas podem resultar em impactos negativos para o setor de uma maneira geral. A pouca demanda, a falta de investimentos, a escassez de recursos e o desemprego, são alguns deles”, observou Azevedo.

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