
O Greenpeace Brasil aponta em novo relatório que o ouro ilegal da Amazônia entra no mercado global por meio de um esquema de lavagem que usa “minas fantasmas”, permitindo declarar como legal o ouro extraído de forma ilícita. A falta de rastreabilidade facilita a mistura do ouro ilegal com a produção legítima.
A alta do preço do ouro — que subiu fortemente nos últimos anos — tem intensificado o garimpo em áreas protegidas e terras indígenas, resultando em cerca de 100 mil hectares de floresta já destruídos.
O uso de mercúrio contamina rios, fauna e comunidades locais, afetando saúde, alimentação e modos de vida tradicionais. O avanço do garimpo também está associado a violência, doenças, exploração e atuação do crime organizado na região.
O estudo indica ainda que esse ouro chega a cadeias internacionais de suprimento na Europa e no Canadá, e alerta que a combinação de desmatamento e mudanças climáticas aproxima a Amazônia de um ponto de não retorno.
*Com informação Greenpeace




