Servidores e alunos da Ufam protestam contra bloqueio de verbas

Grupo faz ato na Avenida Rodrigo Otávio-Foto: Rickardo Marques/G1 AM

Um grupo de alunos e servidores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) protesta na manhã desta quarta-feira (15) na frente da instituição, localizada na Avenida Rodrigo Otávio, Zona Sul de Manaus. O ato é motivado pelo bloqueio de R$ 38 milhões de verbas da universidade pelo Ministério da Educação (MEC).

Os manifestantes bloquearam duas faixas da avenida. Segundo a organização do ato, aproximadamente cem pessoas participavam do protesto no início da manhã. Por volta de 9h30 (horário local), mais de 200 pessoas já estavam nas vias.

Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

De acordo com o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhões, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.

Grupo faz ato na Avenida Rodrigo Otávio -Foto: Rickardo Marques/G1 AM

Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não deverão ser afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões.

Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contingenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.

Fonte: G1

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