
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas denunciou, nesta quarta-feira (2), uma nova suspensão no atendimento do plano de saúde Hapvida que atende servidores da rede estadual de ensino no Amazonas.
Segundo o sindicato, a interrupção dos serviços ocorre devido à falta de repasses por parte do governo estadual, que já acumularia cerca de R$ 52 milhões em débitos com a operadora, referentes a aproximadamente oito meses de atraso.
A suspensão tem afetado diretamente trabalhadores que dependem de acompanhamento contínuo, incluindo pacientes em tratamento oncológico e gestantes em pré-natal. Relatos apontam que muitos servidores foram impedidos de realizar consultas e procedimentos ao chegarem às unidades de atendimento.
De acordo com o Sinteam, o plano de saúde não é um benefício concedido de forma voluntária pelo Estado, mas resultado de uma conquista histórica da categoria, construída ao longo de 16 anos de mobilização e negociação.
A presidente da entidade, Ana Cristina, criticou a situação e classificou a medida como desrespeitosa com os profissionais da educação. Ela destacou que a suspensão atinge diretamente trabalhadores em situações sensíveis, como tratamentos médicos contínuos e acompanhamento de gestação.
O sindicato cobra a regularização imediata dos pagamentos e a retomada urgente dos atendimentos, além da responsabilização pela interrupção dos serviços. A entidade também informou que avalia medidas judiciais e administrativas para garantir o acesso à assistência à saúde dos servidores.




