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Tenente suspeito de matar colegas da PM ‘não lembra se atirou’, diz defesa

'Ele não lembra se atirou', diz defesa - Foto: Eliana Nascimento/G1 Amazonas
Escrito por Redação II

“Ele estava embriagado ao ponto de estar apagado”. A declaração foi dada ontem terça-feira (8) por um dos advogados que defende o tenente da Polícia Militar suspeito de matar outros dois policiais após uma discussão em Manaus. Em entrevista ao G1, a defesa diz ainda que o tenente não lembra se atirou nos outros ocupantes do carro.

De acordo com o advogado Mozarth Bessa, o tenente afirma que não lembra do momento em que os disparos ocorreram e que não usou substância entorpecente na noite do crime.

“Ele estava bebido (sic) e supostamente drogado. A gente vai saber se ele usou [drogas] nesse dia com o exame, porque ele não sabe, ele não lembra [o que aconteceu]. Eu estou esperando para que saia o resultado desse exame toxicológico para saber quem usou lá e quem não usou. (…) A própria Polícia Civil fez a solicitação durante o flagrante. Tem até 30 dias para entregar”, disse Bessa.

‘Ele não lembra se atirou’, diz defesa – Foto: Eliana Nascimento/G1 Amazonas

O advogado contou que o cliente está há quase 30 anos na Polícia Militar. Ele admitiu que o tenente tem um histórico envolvendo o uso de álcool, que evoluiu com o tempo.

“Ele vai fazer 30 anos de polícia (sic). Quando ele entrou, ele começou a beber. E ele aumentou a dosagem quando ele foi para a 18ª [Cicom]. (…) Conversei com ele no domingo, conversei hoje mais cedo. O [tenente] estava muito atordoado no domingo com o que aconteceu. E ele não sabe se atirou, a verdade é essa. Embriagado ao ponto de estar apagado, ele estava. Ele é alcoólatra”, ressaltou.

O defensor disse ainda que entrará com o pedido de reconstituição do crime independentemente do resultado obtido no exame toxicológico feito pelo tenente e pelos demais envolvidos no caso.

“Eu quero que saia logo [o resultado] para dinamizar melhor isso. Fazer uma reconstituição do que aconteceu dentro do carro, quem estava posicionado onde, como, chamar os policiais que atenderam a ocorrência. (…) Se a perícia constatar que as pessoas que morreram foi por tiro da arma de qualquer outra pessoa? Então porque ele tem que estar preso? Entendeu?”, comentou.

Mozarth Bessa ressaltou que, por enquanto, irá aguardar o resultado do pedido de liberdade feito pela DPE-AM no domingo (6) e que já atua na montagem de uma estratégia de defesa.

“Se foi somente ele que atirou, nós vamos partir para a questão do estado de saúde dele, da doença dele. Aí a gente vai avaliar aquela questão de que ele não sabia, ao momento da situação, que era ele”, finalizou.

Fonte: G1

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