TST decide pelo fim dos empregos dos cobradores de ônibus em Manaus

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que motoristas podem dirigir e cobrar – foto: arquivo/Correio

O Sindicato dos Rodoviários do Amazonas recebeu com apreensão a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que permite ao motorista dirigir e cobrar sem ser recompensado com salários adicionais.

Ou seja, a decisão fere de morte a função do cobrador de ônibus, que a partir da decisão de hoje (03), proferida através do número de processo nº TST-RR-101631-92.2016.5.01.0221, permite aos empresários do setor dos transportes urbanos só manterem o cargo de cobrador se quiserem.

Em resumo, o TST manda os motoristas dirigir e cobrar sem receber nada mais do que o salário que já vinham recebendo e ainda deixa em aberto a decisão dos empresários de manterem ou não os cobradores nos ônibus.

Sindicato

“Estamos conversando com os nossos advogados para ver o que fazer”, disse o presidente interino dos Rodoviários, Josenildo Mossoró. De acordo com ele, a decisão do TST já virou jurisprudência em todo o Brasil. Ela é válida tanto para Roraima, Amazonas como para São Paulo, Curitiba e tendo a aprovação por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com Mossoró, a partir dessa decisão as empresas estão no direito de compensar ou não a dupla função dos motoristas. Mas, também, não descartou que haverá luta sindical pela manutenção dos cobradores.

Anterior a isso, o Sindicato dos Rodoviários estava se baseando em uma decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que diz que o motorista só pode lidar com dinheiro quando estiver parado, o que demoraria muito o trajeto do usuário.

Oferta do patrão

Logo após a decisão do TST, os empresários dos transportes em Manaus disseram que iriam acrescentar R$ 250,00 no salário dos motoristas como compensação pela sua nova função.

Ou seja, dirigir e cobrar e, se o Sindicato não aceitar, eles vão resolver da maneira deles, de qualquer jeito.

Veja decisão no LINK:

1 COMENTÁRIO

  1. Deveria ser resolvido essa situação, depois que a pandemia amenizasse. Os juízes não estão vendo a situação de desemprego? O quanto de pais de família desempregado…isso é falta de humanidade, querendo ver só o lado dos empresários…

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