Unicef e parceiros realizam projeto voltado a crianças e adolescentes venezuelanos

Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (5), o projeto “Língua, cultura e tecnologia na promoção da cidadania e no combate à Covid-19: acolhimento de venezuelanos refugiados em Manaus” dará continuidade à promoção da cidadania e de combate à Covid-19 por meio do acolhimento virtual a crianças e adolescentes venezuelanos.

A parceria ocorre entre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Aldeias Infantis SOS. As aulas estão previstas às terças e quintas-feiras, com pelo menos uma hora de duração, até fevereiro de 2021.

“Durante esse período, espera-se que meninos e meninas já estejam rearticulados na rede pública municipal ou estadual e possam frequentar as aulas presencialmente”, explica o oficial de educação no escritório do Unicef em Manaus, Sidney Vasconcelos.

A iniciativa é direcionada a crianças e adolescentes migrantes e refugiados que vivem em casas de acolhimento e abrigos geridos pela gestão municipal de Manaus. Nesses espaços, residem cerca de cem famílias venezuelanas indígenas e não-indígenas que vieram ao Brasil em busca de melhores condições de vida.

As aulas são temáticas e abordam aspectos linguísticos relacionados à língua portuguesa, idioma de acolhimento das famílias em situação de refúgio; bem como, à língua espanhola, idioma falado no país de origem.

Além disso, aspectos culturais relacionados à música, à literatura, aos costumes e às crenças do Brasil, com especial atenção à cultura amazonense, serão trabalhados durante os encontros.

Os aspectos pertinentes à convivência, à integração cultural e à interação escolar são abordados, de forma a preparar crianças e adolescentes para o ingresso no contexto escolar público manauara como explica Sandra Lineia Damasceno, assessora técnica da SEMED.

“Estamos buscando estratégias para que esses alunos sintam o mínimo de impacto durante seu percurso escolar. Ensinar o Português a eles é um demonstrativo de acolhimento, uma maneira de que o aluno se sinta integrado”, salienta Sandra.

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