“Vamos disputar arroz e feijão no tapa, igual na Venezuela”, Gen. Heleno

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno - foto: Valor

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirma que é preciso se “unir para sair do buraco”. De acordo com o titular da pasta, “O Brasil está à beira do abismo”. A entrevista foi concedida ao jornal Valor Econômico.

“Subida violenta do dólar, queda abrupta das ações das empresas brasileiras, desabastecimento. Vamos virar uma Venezuela! Vamos disputar arroz no tapa, vamos disputar feijão no tapa! Venezuela é um exemplo típico que continua a ser a menina dos olhos de algumas pessoas nesse país. Isso não dá para entender. Desabastecimento foi uma das principais causas do regime militar”.

“Eu vivi isso porque eu já era nascido, tinha 16 anos, estava no colégio militar. Minha mãe ia para fila às 5 da manhã para comprar 3 quilos de arroz. aí quando estava na fila há 3 horas avisavam que não era mais no mercado Mundial, que o arroz ia chegar na Casas da Banha. Saia todo mundo correndo para o outro mercado. Vivemos uma crise de desabastecimento seríssima no país, e até hoje os caras querem esconder isso, contar uma história diferente.”

Para Heleno, é preciso “esquecer que o presidente é o Jair Bolsonaro e, portanto, esquecer essa bobagem de que se a reforma da Previdência passar, com economia de R$ 1 trilhão em dez anos, Bolsonaro será reeleito”, disse ele.

O general fez uma distinção entre a manifestação do dia 26 e a do dia 15, quando estudantes foram às ruas protestar contra os cortes de verbas para a educação. Numa, a de anteontem, ele viu bandeiras do Brasil; na anterior identificou a ausência do símbolo nacional. “As pessoas foram às ruas, nesse domingo, pelo Brasil, e naquele outro domingo foram para satisfazer suas posições ideológicas”.

Segundo disse Augusto Heleno, o Brasil precisa se unir “para sair do buraco”. Muitos, segundo disse, torciam para que Bolsonaro “quebrasse a cara” e ficaram desapontados com o alegado sucesso da mobilização. A avaliação ele resume em uma frase: “Foram expressivas em quantidade e significativas em mensagem”.

Leia a íntegra no Valor

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