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Vereador do Rio é preso em operação contra o Comando Vermelho

Um vereador do Rio de Janeiro foi preso nesta terça-feira (21) como parte da Operação Contenção Red Legacy, deflagrada pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro. A ação policial visa desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho, identificada pelas investigações como uma organização criminosa de atuação interestadual e com características de cartel.

Estrutura e Liderança

As apurações reuniram provas robustas sobre o funcionamento interno da facção, demonstrando uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados. Até o momento, seis criminosos foram presos, incluindo o parlamentar municipal.


A investigação também apontou a participação direta de familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, um dos líderes históricos do Comando Vermelho. Sua esposa, Márcia Gama, é suspeita de intermediar interesses do grupo fora do sistema prisional, enquanto o sobrinho Landerson atuaria como elo entre lideranças, integrantes em comunidades e atividades econômicas da organização.

Márcia e Landerson não foram encontrados em seus endereços e são considerados foragidos.

Atuação e Cooperação

A operação também identificou casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, como vazamento de informações e simulação de operações. A Polícia Civil ressaltou que tais condutas representam traição à instituição e não refletem a atuação da maioria dos profissionais de segurança pública.

A estrutura criminosa identificada é de alta complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Mesmo preso há quase três décadas, Marcinho VP é apontado como peça central na liderança do grupo, integrando o conselho federal permanente.

Outros integrantes com funções estratégicas foram identificados, como o traficante Doca (liderança nas ruas), Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão” (gestão financeira), e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal” (operacionalização de determinações da liderança).

As investigações continuam para aprofundar a responsabilização penal de todos os envolvidos e combater as estruturas financeiras, operacionais e institucionais da organização criminosa.

Com informações da Agência Brasil

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