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Wilson Lima está entre os 4 governadores que autorizaram aplicações de recursos públicos no Banco Master

Foto: Recorte

A aplicação de recursos públicos no Banco Master por governos estaduais e municipais entre 2021 e 2024 coloca novamente em evidência o papel político nas decisões que envolvem os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Embora frequentemente tratadas como medidas técnicas, essas escolhas passam diretamente pela influência de prefeitos e governadores, responsáveis por nomear dirigentes e definir diretrizes de investimento dos fundos previdenciários.

No Amazonas, o governador Wilson Lima (União Brasil) figura entre os quatro chefes de Executivo estadual que autorizaram a destinação de recursos ao Banco Master. De acordo com levantamento, o RPPS do estado aplicou cerca de R$ 50 milhões em ativos ligados à instituição financeira durante o período.


Além do Amazonas, também realizaram aplicações os governos do Distrito Federal, sob Ibaneis Rocha (MDB), com R$ 12,2 bilhões; do Rio de Janeiro, governado por Cláudio Castro (PL), com R$ 970 milhões; e do Amapá, sob Clécio Luís (Solidariedade), com R$ 400 milhões. O volume expressivo de recursos evidencia que a relação com o banco não se limitou a uma única gestão ou região do país.

O tema ganha relevância diante de denúncias e investigações que envolvem o Banco Master, incluindo suspeitas de fraudes e atuação de lobby associada ao controlador da instituição. Caso as irregularidades sejam confirmadas, eventuais prejuízos podem recair diretamente sobre servidores públicos e contribuintes, já que os recursos investidos têm origem em fundos previdenciários.

Nos estados e municípios, o dinheiro chegou ao banco principalmente por meio de aplicações dos RPPS em títulos e fundos vinculados à instituição. No caso do Distrito Federal, as operações ocorreram por intermédio do Banco de Brasília (BRB), banco público local, em negócios envolvendo ativos relacionados ao Master.

A presença de Wilson Lima nessa lista reforça o debate sobre responsabilidade política e transparência na gestão dos recursos previdenciários. Especialistas apontam que, mesmo quando as decisões são formalmente tomadas por conselhos ou gestores técnicos, o ambiente institucional e as nomeações são fortemente influenciados pelos chefes do Executivo.

Foto: Recorte

O levantamento também mostra que as aplicações no Banco Master envolveram gestores de diversos partidos, indicando que a prática atravessou espectros ideológicos. Ainda assim, a crescente pressão por esclarecimentos amplia a cobrança por auditorias, prestação de contas e maior rigor na fiscalização das decisões que envolvem o patrimônio dos servidores públicos.

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