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Wilson Lima tenta destruir Maria do Carmo para garantir a sua ‘urgente imunidade parlamentar’, e frita Cidade

ANTROPOFAGIA: pré-candata Maria do Carmo, pré-candidato Wilson Lima - foto: recorte

A movimentação de bastidores desenhada por Wilson Lima (União Brasil) e Antônio Rueda para garantir a sobrevivência política do ex-governador criou um problema grave e imediato para a pré-campanha de reeleição de Roberto Cidade (União Brasil).

Para pavimentar seu plano de conquistar o Senado e garantir a tão desejada imunidade parlamentar, visando se blindar do processo em que é réu no STJ pelo escândalo dos respiradores comprados em uma loja de vinhos, Wilson tenta, a todo custo, destruir a candidatura de Maria do Carmo (PL).


O movimento é cirúrgico e desesperado: Maria do Carmo figura em terceiro lugar nas pesquisas, à frente do próprio Roberto Cidade. Ao tentar tirá-la do páreo para o Governo e empurrá-la ao Senado, Wilson Lima tenta salvar a própria pele jurídica de uma rejeição histórica.

Governador tampão, Roberto Cidade, foi colocado na indigesta fritura de Wilson Lima – foto: recorte

Ação penal

A pressa ganhou força total após o dia 17 de junho, quando a ministra do STJ, Nancy Andrighi, conhecida como “linha dura” no combate à corrupção, assumiu a relatoria da Ação Penal nº 993. Andrighi é a mesma magistrada que pediu a condenação do governador do Acre, Gladson Cameli, em caso idêntico.

Urgência máxima para Wilson Lima

O ex-governador enfrenta uma imensa antipatia popular após ser apontado por institutos de pesquisas nacionais como o pior governador do Brasil nos últimos anos.

A cobrança das ruas é implacável: em sete anos e quatro meses de gestão, Wilson Lima administrou mais de R$ 260 bilhões em orçamento direto e não deixou nenhum legado significativo, sem a construção de novos grandes hospitais ou escolas de referência, deixando o Amazonas marcado apenas pelas investigações de desvio de recursos.

Para viabilizar seu plano de fuga da primeira instância, o grupo de Wilson articula para que o deputado federal Capitão Alberto Neto, que hoje tem a segunda vaga para o Senado praticamente garantida nas pesquisas, abra mão de sua candidatura para virar vice de Roberto Cidade.

Falta liga

Com isso, Alberto Neto passaria a pedir votos diretamente para o ex-governador, tentando reverter seu enorme desgaste público.

Esse casamento forçado, no entanto, cobra um preço altíssimo. Ele joga Roberto Cidade à força na trincheira da extrema-direita, onde o atual governador não tem nenhuma “liga” com o eleitorado conservador, uma identidade impossível de construir às vésperas do pleito.

Além disso, o arranjo destrói a estratégia de centro de Cidade, que vinha construindo pontes e demonstrando alinhamento direto com o presidente Lula em suas agendas no Amazonas. No fim, Roberto Cidade corre o risco de ver sua reeleição naufragar apenas para servir de escudo à sobrevivência jurídica de Wilson Lima.

VIAhttps://www.youtube.com/
FONTEhttps://correiodaamazonia.com
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