
Alfredo Nascimento denuncia abandono e falta de investimento público na feira de Rio Preto da Eva e nos ramais do município: “Não tem prefeito?”.
No sábado (26), uma comitiva do Partido Liberal, entre eles o ex-deputado federal Alfredo Nascimento e a professora Maria do Carmo, estiveram no municípios de Rio Preto da Eva, para agenda do partido, mas terminaram por presenciar cenas deplorável de abandono e falta de estrutura fundamental para o sustento de dezenas de famílias.
O ex-deputado aproveitou para denunciar o total descaso da prefeita Socorro Nogueira (União Brasil) com os feirantes e com a população que frequenta o espaço. Mesmo embora esse abandono seja uma herança da péssima administração do ex-prefeito Anderson Sousa (União Brasil), que inclusive, foi acusado por inúmeros crimes de improbidade administrativa e até preso pela Polícia Federal, com arma de fogo em casa.
Lona rasgada
Alfredo aponta uma ‘lona rasgada’, com vários furos, sem nenhum tipo de piso adequado no lugar onde deveria ter uma estrutura adequada para os feirantes trabalharem. “Quando chove, os trabalhadores ficam atolados na lama; quando faz sol, enfrentam o calor escaldante sobre um chão de areia quente”, lamenta.
A denúncia feita por Alfredo Nascimento reacende o debate sobre as condições de trabalho e infraestrutura nos interiores do Amazonas, reforçando a necessidade de políticas públicas mais eficazes e uma gestão municipal que priorize o bem-estar da população.
Potencial Agrícola
Embora o município tenha grande potencial no setor agrícola e piscícola, moradores e especialistas apontam que a cidade ainda sofre com más administrações, com prefeitos despretenciosos e a escassez de investimentos públicos estaduais, estruturais e sociais.
Estrutura precarizada
Feirantes e produtores locais destacam que a produção municipal é alta, com a piscicultura e a agricultura familiar sendo as mais fortes nos ramais, no entanto, a falta de estradas pavimentadas e vicinais em condições de trafegabilidade, comprometem o transporte e a venda dos produtos nas feiras e mercados.
Não existe energia estável, mas sobra ausência de apoio técnico e logístico da prefeitura e do Governo do Estado, comentam feirantes temerosos com as retaliações costumeiras ocorridas na cidade de Rio Preto da Eva.
Serviço público é crítico
Levantamento recente alerta que a atenção básica à saúde em Rio Preto da Eva sofre da mesma forma que os produtores nos ramais — faltam atendimento médico, estrutura nas unidades e capilaridade do serviço público riosdenoticias.com.br.
Além disso, o Ministério Público (MP-AM) ajuizou ação contra a única agência do Bradesco no município: as filas longas, os caixas eletrônicos inoperantes e a ausência de cobertura para o atendimento público, revelam a fragilidade dos serviços básicos oferecidos à população.
Nos últimos meses, o município recebeu aproximadamente R$ 1,7 milhão para fortalecer a produção agrícola, pesca e piscicultura na região, além de um convênio para projeto viário no valor de R$ 10,2 milhões.
Esse dinheiro, teoricamente, seria para a recuperação de ramais e vias, com R$ 10 milhões do governo e apenas R$ 216,8 mil da prefeitura riopretodaeva.am.gov.br. Apesar desses investimentos, a estrutura dos ramais continua precária. A prefeitura anunciou recentemente que precisa de mais verbas.
Herança maldita de Anderson Sousa
Dados do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) apontam que, em 2013, no governo de Anderson Sousa, Rio Preto da Eva mantinha baixo desenvolvimento, atrás de vários municípios do Amazonas, com insignificante índice de (0,4919) e, contrastando com as riquezas naturais e pouco o investimento em estrutura municipal no período.
A falta de investimento nos ramais, saúde, educação, na prefeitura de Anderson Sousa, não foi por falta de verbas enviadas ao município, na ordem de R$ 41,65 milhões. Em Rio Preto da Eva, convênios estaduais somaram milhões de Reais para infraestrutura urbana e produção rural, sugerindo que a prefeitura precisava destinar recursos próprios na ordem de R$ 2 a 3 milhões para ampliar saneamento, pavimentação, drenagem, saúde e educação básica nos ramais.
Cidades parecidas, com orçamento de R$ 40 a 50 milhões, muitas vezes dedicam entre 10% e 15% à infraestrutura e saneamento (cerca de R$ 4 a 7 milhões para essas áreas). “Não é o caso de Rio Preto da Eva”, observa políticos que visitam a cidade.
Cobranças
Líderes comunitários e pré-candidatos ao governo estadual têm cobrado maior atenção para os ramais, educação, saúde e infraestrutura urbana. A cidade sofre com déficit crônico de investimentos públicos.
Promessa de volta
Alfredo Nascimento reforçou o compromisso de continuar fiscalizando e cobrando melhorias reais para o município. “Nós vamos voltar aqui, vamos cobrar esse abandono. O povo de Rio Preto da Eva merece respeito e dignidade”, afirmou, indignado com a situação de negligência.




