
Até hoje, 30 de agosto de 2026, faltando pouco mais de um mês para as eleições de primeiro turno, ninguém desconfiava porque o comitê de campanha da candidata bolsonarista Maria do Carmo (do PL), não citava nomes do que ela chamava de velha política no Estado, nestas eleições.
Contudo, depois de uma postagem do portal Chumbo Grosso, as coisa começaram a ficar mais claras. “A máscara caiu: prisão do marido de Maria do Carmo, explica o silêncio”, diz o portal.
Xadres e prisão
O marido da candidata, Wellington Lins (PL), tem no currículo a marca de quem já encarou xadrez e prisão. Ela ocorreu em 1997, quando ele respondia a uma ação criminal por estelionato relacionada à sua passagem pelo Instituto de Previdência do Estado.
Depois disso, ele foi nomeado chefe do DNER no Amazonas e, aí sim, passou a aparecer em vários processos e decisões do TCU envolvendo o órgão. A Folha de S.Paulo registrou que Wellington Lins de Albuquerque teve a prisão decretada porque não se apresentava à Justiça em uma ação de estelionato.
Detenção e BR-319
Ele chegou a ser detido no aeroporto de Manaus e foi liberado em seguida. A ação, de nº 01196028459/96, segundo a reportagem da época, tratava de acusações do Ministério Público relacionadas a contratações quando ele presidia o Instituto de Previdência do Estado.
E a passagem pelo DNER deixou um rastro documental importante no Tribunal de Contas da União. Em um dos casos, o TCU analisou irregularidades em obras e serviços envolvendo a BR-319 e identificou Wellington Lins como então chefe do 1º Distrito Rodoviário Federal do extinto DNER. Os apontamentos incluíam projetos com preços acima de mercado e alterações de preços entre projetos básico e executivo.
Mais processos
Há outro processo em que o TCU registrou que Wellington foi responsabilizado, juntamente com outros agentes, por valores ligados a convênio entre o DNER e o Estado de Roraima. Em decisão publicada no Diário Oficial da União, o Tribunal determinou ressarcimentos que envolviam parcelas de R$ 416,4 mil, R$ 823,6 mil e R$ 483,6 mil, além de multa individual de R$ 100 mil.
“Nova Política” de Maria do Carmo
Na hora do discurso na TV, sobra valentia; mas quando o assunto cruza os interesses da família Lins e seus ‘velhos conhecidos judiciais’ de Brasília, a empolgação vira prudência. Afinal, quem tem teto de vidro e passado na PF prefere não atirar a primeira pedra!
Assim como o portal Chumbo Grosso, o Correio da Amazônia abre espaço para que os citados se manifestem…e, se defendam se o fato não for real.




