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A floresta do futuro – por João Comério

João Comério é Presidente do Conselho do Grupo Innovatech/Foto: Divulgação
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Escrito por Redação II

O setor florestal brasileiro teve um desempenho destacado nas últimas décadas, impulsionado por fatores naturais, tecnológicos e de mercado. Hoje, o Brasil possui cerca de 8 milhões de hectares de florestas plantadas, com destaque para o crescimento da área plantada de eucalipto e aumento da produção de celulose. Há ainda, entretanto, um imenso potencial para atração de capital de investidores financeiros no setor – o Brasil é o melhor lugar do mundo para se investir em florestas.

Explico o porquê: em primeiro lugar, a produtividade agro-florestal brasileira se beneficia da disponibilidade de água e da alta incidência de luz solar. Com isso, o Brasil está entre os países que oferecem terras produtivas com o menor custo, uma vez que a maior parcela do capital empregado no setor está na terra.

O principal diferencial brasileiro é a liderança mundial em produtividade florestal em grande escala – uma floresta que produz mais, custa menos, consome menos recursos naturais e fornece produtos e serviços de maior valor agregado. Mas como isso é possível, diante das constantes mudanças ambientais e de mercado, que trazem cenários de incerteza?

Destacamos aqui três principais pontos: os fatores naturais, as mudanças no mercado e, fundamentalmente, os avanços tecnológicos, capazes de impulsionar o setor, por meio da otimização do fluxo de caixa, capital empregado e custo do capital. Mas como?

A adoção rápida de tecnologias disponíveis, por exemplo, pode trazer benefícios como redução de custo e otimização do capital empregado já no curto prazo​. Trata-se de um investimento capaz de mudar o patamar do valor do ativo florestal. Gestão e eficiência estão diretamente ligadas à otimização dos recursos existentes. Soluções 4.0 têm impacto disruptivo nesse processo.

João Comério é Presidente do Conselho do Grupo Innovatech/Foto: Divulgação

Para se ter uma ideia das diferentes possibilidades de uso da tecnologia, hoje são utilizados de forma padrão na indústria as planilhas em Excel e Sistemas Simples de Gestão Florestal (sistemas robustos de armazenamento, processamento e monitoramento de dados); em gestões mais sofisticadas, falamos no uso de BI – Business Intelligence (suporte inteligente para análise dados e tomadas de decisão) e em BPM – Business Process Management (sistemas com capacidade de análise e sistematização de processos organizacionais); já quando consideramos uma Gestão de Vanguarda, chegamos ao RPA – Robotics Process Automation (sistema com capacidade de automatização de decisões rotineiras) e Inteligência Artificial (sistemas com capacidade de tomadas de decisão complexas).

As novas tecnologias disponíveis aceleram e barateiam a etapa de medição da análise do desempenho operacional do manejo florestal, permitindo, inclusive, a coleta contínua de dados, por meio de plataformas robustas de análise, com emprego sistemático do conhecimento técnico, metodologia e ferramentas de análise (inteligência artificial). Ganha-se tempo, que é o insumo mais caro em uma operação florestal.

* João Comério é Presidente do Conselho do Grupo Innovatech, formado pelas empresas Innovatech Consultoria, Innovatech Gestão, Filius Venture e Auctus Inteligência Aumentada; e Presidente do Comitê de Inovação da ABAG. Comério é graduado pela Universidade Federal de Viçosa em MG, com especialização em Princípios de Gestão na Columbia University, New York, NY, EUA.

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