
O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), aliado de Flávio Bolsonaro (PL), foi preso nesta quinta-feira (15) durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF). A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
Também foram presos o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Vinicius Amim Fernandes, dois agentes da Polícia Civil, o secretário municipal de Ordem Pública de Belford Roxo, Christiano Gaspar Fernandes, e José Carlos Alves de Souza Júnior.
A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios fluminenses. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades de 112 empresas, incluindo 96 postos de combustíveis suspeitos de integrar o esquema.
Segundo a PF, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, conforme dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As investigações apontam possível participação de agentes públicos e uso de empresas para ocultar recursos ilícitos.
Aliado político de Flávio Bolsonaro
Canella foi eleito deputado estadual com 197.178 votos, a segunda maior votação para a Alerj. Ex-prefeito de Belford Roxo, ele também já havia sido preso em julho, durante outra fase da mesma operação, após a PF encontrar um fuzil em seu veículo. Na ocasião, afirmou que a arma pertencia a um policial militar de sua escolta. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou sua soltura mediante medidas cautelares.
O político era o nome apoiado por Flávio Bolsonaro para disputar uma vaga no Senado e chegou a ter Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, indicada como primeira suplente. Após o episódio de julho, Canella desistiu da candidatura e concorreu à Assembleia Legislativa.
A nova prisão ocorre em meio às investigações sobre o suposto esquema de lavagem de dinheiro. As suspeitas ainda dependem de comprovação judicial.




