TCEAM
Início Amazonas Alto risco da reabertura dos transportes fluviais para o interior do Amazonas

Alto risco da reabertura dos transportes fluviais para o interior do Amazonas

As redes muito perto uma das outras, facilita a contaminação pelo Covid-19 - foto: arquivo

A decisão da desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, em suspender o decreto do governador Wilson Lima que proíbe o transporte hidroviário de passageiros no Amazonas, por 15 dias, pode, definitivamente, contribuir para abrir as portas de contaminação pelo coronavírus, no interior do Estado.

A desembargadora justificou na decisão, que só o Governo Federal pode decidir sobre tráfego nos portos e não a esfera Estadual, mas, é sabido que o presidente Jair Bolsonaro vem, a dias, insistindo em quebrar o isolamento recomendado pelas autoridades sanitárias  da Saúde – mundial e nacional -, em todos os seguimentos do País. Ele próprio, já quebrou o isolamento várias vezes, mesmo com suspeita de estar contaminado.


A reabertura dos transportes fluviais no Amazonas é vista pelas autoridades sanitárias do Estado como uma decisão de alto risco, levando em conta as longas distâncias, o tempo de navegação para chegar ao seu destino e a precariedade das unidades de saúde nos municípios, no que se refere ao tratamento da pandemia.

Ou seja, com a volta dos barcos de passageiros, fazendo linha para as cidades do interior, normalmente, o Covid-19 pode chegar mais rápido às cidades mais distantes do Estado.

Por outro lado, deve-se levar em conta o desconhecimento da desembargadora em relação a realidade dos transportes fluviais de passageiros no Amazonas. As redes sempre muito próximas uma das outras e alguns barcos demoram até 8 dias para chegar a seu destino, elevando a 100% o risco de contágio.

Sempre muito lotados, o risco de contaminação pode ir além do incontrolável – foto: AC

Acatando temporariamente

Hoje nas primeiras horas da manhã, o Governo do Estado expediu comunicado informando que está suspensa, temporariamente, o serviço de transporte hidroviário intermunicipal de passageiros, mas que permanece as fiscalizações relacionadas ao Civid-19, como forma de prevenir a propagação do vírus aos municípios.

A maioria desse barcos demoram três dias ou mais para chegar ao município de destino – Foto: AET

Decisão da desembargadora pode cair

A equipe jurídica da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam) está trabalhando junto à Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) para reverter a decisão.

O governo alega que está seguindo as recomendações das autoridades sanitárias para redução dos riscos de contágio entre a população do interior, incluindo as comunidades indígenas.

Artigo anteriorEmpresário foge de carreata e é detido pelo Detran
Próximo artigoPrevaleceu o bom senso: barcos de passageiros voltam a ser proibidos no AM

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Correio da Amazônia
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.