
A Amazonprev é comandada atualmente pelo irmão do ex-ministro e presidente regional do Partido Liberal (PL) no Amazonas, Alfredo Nascimento
O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) impôs duas duras derrotas consecutivas à Fundação Fundo Previdenciário do Estado do Amazonas (Amazonprev). A presidência da Corte de Contas barrou o andamento de dois recursos da autarquia que tentavam reverter condenações anteriores do Tribunal Pleno.
As decisões ocorrem em um momento de extrema pressão política sobre a instituição, que está sob a mira de uma investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) devido a um polêmico investimento de R$ 50 milhões em letras de capitais consideradas falidas do Banco Master.
A primeira rejeição foi publicada por meio do Despacho no Processo nº 14919/2026. A presidência do TCE-AM não admitiu o Recurso de Revisão interposto pela Amazonprev, que buscava anular ou reformar os efeitos do Acórdão nº 554/2026, exarado nos autos do processo original nº 14.644/2025.
O ato de inadmissão foi assinado formalmente direto do Gabinete da Presidência no dia 18 de maio de 2026.
No dia seguinte, 19 de maio de 2026, a autarquia sofreu o segundo revés. Sob o Processo nº 14944/2026, a presidência barrou um Recurso de Reconsideração, também interposto pela fundação previdenciária.
O recurso atacava o Acórdão nº 349/2026, emitido pelo Tribunal Pleno nos autos do processo nº 14.880/2025. Ambos os despachos fecham as portas para discussões preliminares dessas matérias dentro da Corte e mantêm os acórdãos condenatórios totalmente válidos.
Os seguidos bloqueios jurídicos no TCE-AM jogam ainda mais combustível nos bastidores políticos do Estado. A Amazonprev é comandada atualmente pelo irmão do ex-ministro e presidente regional do Partido Liberal (PL) no Amazonas, Alfredo Nascimento, desde quando Wilson Lima (União Brasil), era governador do Amazonas. Atualmente ele concorre uma vaga ao Senado.
O elo familiar e as movimentações financeiras suspeitas da autarquia com o Banco Master colocaram a gestão previdenciária sob forte desgaste, com desdobramentos que agora correm em ritmo acelerado nas principais instâncias de controle em Manaus e em Brasília.





