
Movimento representa mobilização nacional, mais de 20 atos estudantis estão marcados para os próximos dias em 10 estados. No Rio, ato reúne milhares de alunos
Uma mobilização estudantil contra a extrema-direita e em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou as ruas do Centro do Rio nesta quarta-feira (7).
Mais de 20 atos estão previstos em dez estados, numa tentativa de estudantes e entidades de transformar a juventude em uma frente de mobilização contra o Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.
Partindo da Igreja da Candelária, os manifestantes, majoritariamente jovens, caminharam em direção ao Colégio Pedro II entoando palavras de ordem em defesa da soberania nacional e da educação pública de qualidade, contra a escala 6×1 e a ditadura e, principalmente, contra Flávio Bolsonaro.

Defendendo a Educação
Aos 18 anos, a estudante de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF) Sophia Carvalho afirma que uma das principais motivações para participar do ato é a defesa da educação pública.
- A gente acredita na educação pública, na educação de qualidade, a gente acredita que consegue transformar a vida através da educação. E estamos aqui exercendo a nossa soberania nacional, a democracia. Acreditamos que esse projeto de neoliberalismo não vai ajudar em nada, e que essa tentativa de, através de vários meios, acabar com a educação, no final, só vai ser prejudicial a nós, conta a jovem.
- Em discurso no carro de som, estudantes ligados ao Colégio Pedro II reforçaram o tom da manifestação: os nossos direitos não são negociáveis. Não vai ser fácil, mas olhem em volta, lembrem que vocês não estão sozinhos. A juventude vai mudar a história do Brasil.
A mobilização começou na segunda-feira, com estudantes da UFF, em Niterói, e se espalhou para outras cidades e estados. Os atos são convocados em defesa da democracia e da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra o avanço da extrema direita nas eleições de 2026.
Os manifestantes também fazem críticas ao candidato a Flávio Bolsonaro (PL), associando sua candidatura a cortes na educação, privatizações de serviços públicos e estatais e a um possível alinhamento do Brasil ao governo dos Estados Unidos.
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