
Preso e impedido de disputar a eleição e ausente dos principais atos políticos do primeiro dia oficial da campanha, Jair Bolsonaro não aparcereu nos discursos de palanques e nem no noticiário nacional, como ocorreu em campanhas anteriores, aponta o colunista da UOL, Josias de Sousa.
Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva discursava em São Bernardo do Campo,com estádio lotado, Flávio Bolsonaro participava de um ato em Copacabana com a orla vazia e público que não ocupava um quarteirão, a imagem e o legado do ex-presidente estiveram ausentes nos discursos e nas estratégias detodos.
No estádio de Vila Euclides, Lula direcionou parte de sua fala para a comparação entre os governos atual e anterior. O presidente defendeu a necessidade de um novo mandato para impedir, segundo ele, o retorno da extrema direita ao poder. Também citou a condução do governo Bolsonaro durante a pandemia e apresentou indicadores para comparar as duas administrações.
A ausência do ex-presidente preso, nos primeiros movimentos da sucessão evidencia, que seu peso na disputa ficou esvaziado, sem importância. De um lado, Lula utiliza o desastre do período Bolsonaro como contraponto para defender a continuidade de seu governo. Do outro, Flávio ainda procura preservar a identificação do eleitorado bolsonarista com o pai.
Com Bolsonaro fora das urnas, sua influência cada dia mingua mais. O resultado desta disputa 2026, poderá definir não apenas quem ocupará a Presidência a partir de 2027, mas também o espaço político nas próximas décadas.




