Caciques dizem que ocupação de fazenda em MS, ‘foi um equívoco’

Dazenda em S

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Fazenda em Sidrolândia ocupada pelos índios/Foto:

Ageu Reginaldo, cacique da aldeia Água Azul, e Antônio Aparecido, cacique da aldeia Córrego do Meio, negam que membros das comunidades destruíram parte da sede da fazenda Água Clara, ocupada por eles durante a quinta-feira (28), em Sidrolândia, a 64 km de Campo Grande. Os terenas entraram na propriedade ao confundir a prisão de um dos membros da tribo, por policiais à paisana, com sequestro.

“Foi um equívoco, o pessoal entrou [na fazenda], mas lodo depois que souberam que se tratavam de policiais, saíram”, disse Ageu ao G1. Segundo ele, o imóvel estava normal no momento da ocupação e foi deixado da mesma forma após a retirada.

A área em questão não faz parte das fazendas ocupadas pela disputa de terras na região. Ela está no meio de uma briga judicial entre três irmãos por herança. No dia dos fatos, a Polícia Militar foi até o local avaliar a situação para o cumprimento de uma reintegração de posse. No caminho, passaram por uma propriedade vizinha, em que os terenas estão acampados.Um dos integrantes foi flagrado portando uma arma de fogo e colocado em viatura descaracterizada.

“Ninguém imaginou que era a polícia. Nós imaginamos sequestro por parte dos seguranças [da fazenda]”, disse Antônio ao G1.

Diante da situação, um representante da Fundação Nacional do Índio encaminhou representante para conversar com os indígenas e montou uma comissão para denunciar o caso na delegacia. No entanto, quando o grupo chegou à unidade, encontrou o companheiro preso. Os caciques afirmam que ligaram para as pessoas que estavam ocupando a fazenda e todos eles deixaram o local.

Inquérito apura os danos
A maior parte dos cômodos foi destruída, assim como parte de uma ponte de madeira, um paiol e um galpão em que eram armazenados materiais agrícolas e ração. Imagens de Nossa Senhora e São Miguel Arcanjo, que ficavam na entrada do lugar, foram quebradas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Edson Zalla, os indícios apontam que foram os índios que danificaram a fazenda. Ele diz que a ação da PM foi legítima. Na propriedade, foram presas quatro pessoas e dois adolescentes apreendidos por formação de milícia privada, possse de droga,  e porte e posse de arma.

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