
No final do mandato e do ano financeiro legislativo, Caio André, ‘resolveu’ destinar mais de meio milhão para um instituto fantasma, que segundo eles, trabalham com pessoas em vulnerabilidade
R$ 563 mil. Esse foi o valor destinado pelo presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Caio André, ao Instituto Tecnológico, Mineração, Preservação Ecológica, Social, Cultural e Desportivo (Impesdam) para realização de ações sociais com pessoas em vulnerabilidade social na cidade.
O montante, destinado, por meio de emenda parlamentar, foi pago, na verdade, à uma loja que presta assistência técnica a celular. Conforme divulgado na mídia, a proprietária do imóvel onde seria o tal instituto, informou que no local nunca houve ou funcionou o Impesdam.
O instituto “beneficiado” por Caio André consta na Receita Federal com CNPJ 23.087.965/0001-69. Os dados indicam que o instituto foi aberto em 2015, tem como natureza jurídica associação privada, a atividade econômica principal é serviços de assistência social sem alojamento, a localização é na avenida São Jorge, bairro de mesmo nome.
Quando procurado sobre o contrato entre a CMM e o Impesdam, Caio André respondeu que o acordo continha irregularidades e, por isso, precisou ser suspenso. Ainda de acordo com o parlamentar, um dos problemas era justamente o endereço do instituto.
O presidente da CMM informou, ainda, que os recursos que seriam usados no contrato com o instituto foram remanejados para a Fundação Municipal de Cultura, Eventos e Turismo.




