CCJ retoma debates sobre denúncia contra Temer

Presidente da CCJ Rodrigo Pacheco/Foto: Divulgação

Após 14 horas de sessão, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) retoma na manhã de hoje, quinta-feira (13), após às 09h00, as discussões sobre o parecer que pede a admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Os governistas vão tentar acelerar os trabalhos para tentar concluir, ainda nesta quinta, a apreciação na comissão. O esforço é votar o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) antes do início do recesso, marcado para terça-feira, 18.

Na sessão de ontem, quarta-feira, 12, 27 parlamentares discursaram contra o parecer do relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) e 41 falaram à favor. A sessão foi suspensa de madrugada, à 01h00.

Presidente da CCJ Rodrigo Pacheco/Foto: Divulgação

Até o momento, 36 deputados estão inscritos para falar na sessão de hoje. Parlamentares ainda podem se inscrever para discursar durante o andamento dos trabalhos.

Pelo acordo firmado na semana passada, membros da CCJ (titulares e suplentes) podem falar por 15 minutos e não-membros por até 10. Líderes partidários também podem pedir a palavra pelo tempo proporcional ao tamanho de suas bancadas.

Para derrotar o relatório de Zveiter, a base aliada promoveu, desde o dia 26 de junho, 24 remanejamentos na CCJ, trocas que envolveram suplentes e titulares.

Voto em separado

Os governistas correm para garantir a conclusão da apreciação na CCJ nesta quinta, antes da sessão do Congresso Nacional, marcada para às 16h00. Se conseguirem derrotar o parecer de Zveiter, a base aliada conta com quatro votos em separado propondo a inadmissibilidade da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR).

Qualquer um desses votos em separado podem ser usados para basear o voto do relator que será escolhido pelo presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), em caso de rejeição do parecer de Zveiter. O novo relator também tem a opção de fazer um novo parecer.

Outros seis pareceres pedem a admissão do pedido da PGR, entre eles o do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que pertence a um partido da base aliada.(Terra/IstoÉ/Estadão)

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