
Algumas horas após a denúncia, Roberto Cidade recua do ‘pulo do gato’ mal dado e anuncia que desistiu de comprar R$ 160 milhões em “colchões numa oficina de auto peças” e R$ 23 milhões em “redes numa loja de bebida”,igual ao que o seu mentor político, Wilson Lima fez, ao comprar “respiradores em loja de vinho”.
Poucas horas depois do senador Omar Azir (PSD) levar ao conhecimento da população a manobra das duas Atas de registro de preços do Governo do Amazonas que somam R$ 184,2 milhões para a eventual aquisição de kits dormitório e redes de dormir, em uma oficina e uma loja de bebidas, o governador tampão Roberto Cidade (União Brasil) corre às redes sociais para dizer que vai anular o processo de compra.
As Atas nº 0280/2026-1 e nº 0280/2026-2 já haviam sido registradas e foram resultado de um pregão eletrônico conduzido pelo Centro de Serviços Compartilhados (CSC), que previam a aquisição de até 301.180 kits dormitório, compostos por colchão e travesseiro, além de aproximadamente 300 mil redes de dormir.

Uma das atas previa a aquisição de até 301.180 kits dormitório da marca Pelmex, ao preço unitário de R$ 534, totalizando até R$ 160,8 milhões. A empresa responsável pelo registro dos preços é a R M Comércio de Peças Automotivas Ltda., de CNPJ 10.466.439/0001-68. O senador questionou a capacidade da empresa de fornecer os produtos, uma vez que sua atividade empresarial está relacionada ao comércio de peças automotivas.
Outra denúncia
Também existiu problemas na outra ata, que previa a compra de até 300.410 redes de dormir, ao custo unitário de R$ 78, com valor máximo de R$ 23,4 milhões. A empresa responsável é a Comércio de Alimentos e Bebidas Rio Madeira Ltda., de CNPJ 06.967.150/0001-55.
O senador anunciou que vai encaminhar a denúncia ao Ministério Público do Amazonas, à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) para investigação. “Vou encaminhar isso através dos meus advogados ao Tribunal de Contas do Estado, ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal, para que investigue essas duas atas de preços”, declarou Omar.
Roberto Cidade anunciou que cancelou as duas Atas, mas evitou explicar o porquê das compras de colchões em lojas de auto peças e de redes de dormir em loja de bebidas.
As duas atas haviam sido assinadas pela vice-presidente do Centro de Serviços Compartilhados (CSC), Andrea Lasmar. Até o momento, ninguém informou para onde iriam a montanha de redes e nem o destino dos colchões. Seria para distribuir para o povo!?
Atas recuadas:
https://correiodaamazonia.com/wp-content/uploads/2026/08/ata_registro_precos_13849_20260824133730.pdf https://correiodaamazonia.com/wp-content/uploads/2026/08/ata_registro_precos_13850_20260824133813.pdf




