Com novo disco, Skank defende: “Vai ter Copa e vai ter manifestação”

Conversa com Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zanetti e Haroldo Ferretti da banda Skank, que lança seu novo CD "Velocia". A entrevista com o grupo mineiro foi realizada em estúdio na Bela Vista, região central de São Paulo Reinaldo Canato/UOL.

Conversa com Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zanetti e Haroldo Ferretti da banda Skank, que lança seu novo CD "Velocia". A entrevista com o grupo mineiro foi realizada em estúdio na Bela Vista, região central de São Paulo Reinaldo Canato/UOL.
Conversa com Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zanetti e Haroldo Ferretti da banda Skank, que lança seu novo CD “Velocia”. A entrevista com o grupo mineiro foi realizada em estúdio na Bela Vista, região central de São Paulo Reinaldo Canato/UOL.

Longe do estúdio há seis anos, o Skank retorna agora com um disco de inéditas no meio do furacão de Copa do Mundo e dos protestos Brasil afora. As duas primeiras canções de “Velocia”, que será lançado oficialmente na próxima terça-feira (10), a dois dias do início do Mundial, abordam os dois mundos.
Enquanto “Alexia” analisa, com poesia, o balé nos gramados, “Multidão” dá voz aos descontentes na rua. Em um papo regado a água e pão de queijo, a banda mineira se posicionou sobre a polarização. Afinal, vai ter Copa ou não vai? “Vai ter Copa e vai ter manifestação”, disse o vocalista, Samuel Rosa, em conversa com o UOL em um estúdio na Bela Vista, em São Paulo.

Impactada pelas cenas das manifestações que pipocaram nas ruas do Brasil em junho passado, “Multidão” foi a primeira canção escrita da nova safra, há um ano. O “povo” aparece na letra de Samuel com Nando Reis (em versos como: “A multidão não quer papel de bobo / E o jogo vai virar / Ninguém aqui é bobo / Nós vamos engatar esse trem / Vamos embarcar nesse trem”) e há um dragão no rap feito por B. Negão, que completa a música (“E pede aos céus e a Oxalá coragem pra vencer / Vencer esse dragão / Dragão gigante da pura maldade e opressão”).

A preocupação da banda não é estar ao lado do “povo” e contra o “dragão”: “Nós relutamos em cair em um discurso populista de ‘não vai ter Copa’. Na minha cabeça, dá para fazer tudo, hospital, escola e estádio”, pondera Samuel.(UOL)

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