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Coreia do Norte muda Constituição e define Coreia do Sul como “estado hostil”

Foto: Recorte

A Coreia do Norte alterou sua constituição para definir oficialmente a Coreia do Sul como um “estado hostil”, conforme anunciado pela mídia estatal na quinta-feira (17). A medida marca uma ruptura significativa nas relações entre os dois países, que já enfrentam tensões crescentes. Essa mudança foi aprovada pela Assembleia Popular Suprema da Coreia do Norte, alinhando-se à promessa do líder Kim Jong Un de abandonar a unificação como um objetivo nacional.

Como parte desta política, na terça-feira (15), os militares norte-coreanos explodiram trechos de 60 metros de estradas e ferrovias na fronteira com o Sul, bloqueando completamente essas rotas de acesso. A mídia estatal, KCNA, classificou a ação como uma “separação completa e gradual” da Coreia do Sul. Segundo um porta-voz do Ministério da Defesa norte-coreano, o país tomará novas medidas para reforçar a “fronteira sul fechada” permanentemente, embora detalhes adicionais sobre futuras ações não tenham sido divulgados.


A mudança foi condenada pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul, que reafirmou seu compromisso com uma reunificação pacífica e denunciou a caracterização de Seul como um estado hostil. Essa decisão segue um período de escalada nas hostilidades, com Pyongyang acusando o Sul de conspirar com os Estados Unidos para desestabilizar seu regime e invadir seu espaço aéreo.

Imagens de satélite da BlackSky capturaram evidências da destruição, mostrando a estrada que leva à cidade de Kaesong danificada. Além disso, há especulações sobre possíveis alterações territoriais que possam afetar a fronteira marítima na Linha de Limite Norte, local de conflitos passados.

As tensões entre os países aumentaram desde que ambos declararam o fim da validade de um acordo de 2018, que visava aliviar as tensões militares. Recentemente, Pyongyang anunciou a intenção de romper todas as conexões rodoviárias e ferroviárias com o Sul e reforçar a separação entre os dois países, adotando um modelo de “dois Estados” e abandonando qualquer plano de unificação.

Fonte: CNN Brasil

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