Defensora da ditadura militar é indicada presidente da CCJ da Câmara Federal

Levando na bagagem a pecha de defensora da intervenção militar a militante do não uso de máscara, a bolsonarista Bia Kicis assume a presidência da CCJ da Câmara – foto: divulgação/Câmara

Da ala mais fiel e radical do bolsonarismo, a deputada federal Bia Kicis, nova presidente da CCJ. Ela é investigada no inquérito das fake news, que apura ataques contra membros do STF, já defendeu intervenção militar no plenário da Câmara e recentemente gravou um vídeo ensinando como driblar o uso da máscara.

Ao que tudo indica, Arthur Lira (Progressistas), novo presidente da Câmara dos Deputados, já segue à risca a cartilha do bolsonarismo.

Ele escolheu a deputada Bia Kicis (PSL-DF) para assumir a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara, a mais importante da Casa.

Fiel escudeira de Jair Bolsonaro, Bia tem um passado repleto de polêmicas e ações antidemocráticas. Ela é uma das investigadas no chamado inquérito das fake news, que apura a participação de pessoas e organizações na produção e disseminação em massa de notícias falsas sobre membros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Além de ser alvo de investigação, a bolsonarista também é uma entusiasta do golpe de Estado. Em maio de 2020, quando o Brasil atingia o pico de mortes por conta da Covid e sofria com a letargia do governo no combate ao vírus, a parlamentar defendeu intervenção militar constitucional em caso de não deixarem o atual chefe do Palácio do Planalto governar.

Seu discurso foi feito no plenário da Câmara, em plena luz do dia, assim como seu líder, Bolsonaro, fez no passado, ao defender o torturador Brilhante Ustra.

A nova presidente da CCJ também é fervorosa militante no quesito negacionista. Em um vídeo publicado em sua rede social no dia 5 de janeiro, ela faz um tutorial de como burlar o uso da máscara, item essencial de proteção na  contaminação da Covid.19.

Lideranças da Câmara encararam com perplexidade a indicação de Kicis para assumir uma pasta de alta valia para os brasileiros.

“É inaceitável que uma parlamentar que prolifera fake news, que desrespeita e debocha das normas de combate à Covid-19, que trabalha contra a democracia, SENTE NA CADEIRA DE PRESIDENTE DA CCJ!!!!!!!!!” – protestou Jandira Feghalli (PCdoB) pelo Twitter.

O deputado do PSOL Marcelo Freixo foi na mesma linha, também no Twitter:  “O lugar de Bia Kicis não é na CCJ, é no Conselho de Ética, sendo alvo de um processo de cassação por quebra de decoro por usar o cargo de deputada para sabotar o combate à pandemia, pedir intervenção militar e disseminar fake news”, escreveu.

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